A Elliott Management, empresa norte-americana dona do AC Milan, está em negociações exclusivas com a Investcorp, empresa sediada no Bahrein, com vista à venda do histórico emblema italiano por 1,1 mil milhões de dólares (mil milhões de euros), avança a “Bloomberg”.
A Investcorp, com escritórios em Roma, é uma gestora de fundos com interesses nos sectores de infraestrutura, gestão de crédito e capital estratégico, entre outros. Ao todo, gere mais de 42 mil milhões de dólares (38 milhões de euros) em ativos.
Já o fundo Elliott Management é o acionista maioritário do AC Milan desde 2018, quando adquiriu o clube do grupo de investimentos chinês liderado por Yonghong Li. O fundo fez uma injeção de 140 milhões de euros na temporada 2019/20 para mitigar as perdas decorrentes da pandemia, que se somou aos 325 milhões de euros que injetou no clube italiano um ano antes. Antes de Li, o clube era de propriedade do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi.
O clube italiano, onde milita o internacional português Rafael Leão, lidera atualmente a série A. O clube ‘rossonero’ encerrou o exercício 2020/21, a 30 de junho, com perdas de 96 milhões de euros, encadeando um segundo ciclo de perdas fruto da pandemia de Covid-19. Na temporada 2019/20 os números negativos foram de 194,6 milhões de euros.
A receita da entidade milanesa em 2020/21 foi de 192 milhões de euros, um decréscimo de 20% em relação ao ano anterior, enquanto, por outro lado, as despesas do clube aumentaram para 378 milhões de euros após investir 70 milhões de euros.
Apesar da ausência de sucessos recentes, o clube fundado em 1899 continua a ser um dos mais seguidos à escala mundial e mantém-se entre os vinte mais importantes da Europa por volume de negócios, com mais de 200 milhões de euros por ano. O Milan venceu a Série A em 18 ocasiões, mas não o faz desde 2011.
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