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Catar 2022. Amnistia Internacional exige à FIFA que crie fundo para apoiar trabalhadores migrantes

A soma de 400 milhões de euros é precisamente a mesma que está prevista no fundo de prémios da FIFA que distribuiu o dinheiro pelas federações nacionais participantes.
19 Maio 2022, 19h00

A Amnistia Internacional fez um pedido formal à FIFA, numa carta enviada ao presidente do organismo, Gianni Infantino, onde sugere criar um fundo de compensação de 413 milhões de euros para apoiar trabalhadores migrantes que sofreram “abusos de direitos humanos” durante as preparações para o Campeonato do Mundo que este ano se realiza no Catar, avança a “BBC”.

A soma sugerida é precisamente a mesma que está prevista no fundo dos prémios, que distribuiu o dinheiro pelas federações nacionais participantes consoante a fase que as respetivas seleções atinjam. Na carta lê-se: “até que todos os trabalhadores sejam compensados, o torneio não pode ser verdadeiramente celebrado”.

A Amnistia Internacional estima que até 30 mil trabalhadores migrantes tenham sido contratados para construir um total de sete estádios para a competição no Catar, bem como um novo aeroporto, um novo metropolitano e novas estradas.

Juntamente com outras organizações de direitos humanos e grupos de adeptos, a Amnistia pediu à FIFA que não apoie apenas as famílias dos trabalhadores que morreram ou ficaram feridos, mas também os que tiveram os seus pagamentos retidos pelos empregadores ou foram forçados a pagar taxas de recrutamento para garantir o trabalho.

A FIFA confirmou que está a avaliar a proposta da organização de direitos humanos e que já está à procura de formas para indemnizar os trabalhadores em associação com o comité organizador.

“Através do esquema de reembolso da taxa de recrutamento, por exemplo, tanto os trabalhadores do Campeonato do Mundo da FIFA quanto os que não fazem parte da competição receberam pagamentos de um total de 18 milhões de libras (21,2 milhões de euros) em dezembro de 2021, com 4,5 milhões de libras (5,3 milhões de euros) adicionais comprometidos pelos empreiteiros”, refere o organismo que gere o futebol mundial.


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