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Fundo Ambiental faz contrato com três consórcios para investir 237,5 milhões na bioeconomia

O montante abrange financiamento do PRR, no valor de 129,5 milhões de euros, que são distribuídos por três sectores: 71 milhões de euros para o têxtil e vestuário, 41 milhões para a fileira do calçado e 17,5 milhões para a resina natural.
29 Maio 2022, 15h14

O Fundo Ambiental e três consórcios liderados por organizações portuguesas assinaram contratos para investimento em inovação e produção ecologicamente sustentável, que deverão permitir alavancar um investimento total de 237,5 milhões de euros nos próximos quatro anos, anunciou este domingo o Ministério do Ambiente e Ação Climática.

Os acordos surgem do financiamento previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para apoiar a bioeconomia sustentável (economia sustentável), no valor de 129,5 milhões de euros, que é distribuído por três sectores: 71 milhões de euros para o têxtil e vestuário, 41 milhões para a fileira do calçado e 17,5 milhões para a resina natural.

O Governo considera que estes segmentos de atividade são “relevantes” para a economia nacional. O apelo à constituição de consórcios para investimento em inovação na produção ecologicamente sustentável e busca de novos materiais e processos de fabrico ocorreu a 10 de maio de 2021.

O consórcio eleito para a área do têxtil e vestuário foi o BE@T, liderado pelo CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, tendo a participação de 54 parceiros.

Já o consórcio BioShoes4all, selecionado para a fileira do calçado, é liderado pela Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e os seus Sucedâneos (APICCAPS) e envolve 68 parceiros.

Quanto à da valorização da Resina Natural, está entregue ao consórcio RN21, liderado pela ForestWISE – Laboratório Colaborativo para a gestão integrada da Floresta e do Fogo e conta com 38 parceiros.

“Os investimentos enquadram-se no Plano de Ação para a Bioeconomia Sustentável (PABS) – Horizonte 2025 e centram-se no processamento e valorização de matérias-primas biológicas. Envolvem ainda o estabelecimento de novas cadeias de valor e no desenvolvimento de bioprodutos de valor acrescentado com novas funcionalidades ou que substituam outros de origem fóssil”, explica o gabinete de Duarte Cordeiro.

O Ministério do Ambiente e Ação Climática é responsável pela gestão de quase três mil milhões de euros no PRR. O orçamento do Fundo Ambiental em 2022 é superior a mil milhões de euros, o que representa o valor mais alto de sempre.


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