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DGS garante que portugueses isolados estão bem e que não existe necessidade de rastreios

A diretora da entidade da saúde sublinhou ainda que não há qualquer decisão para fazer rastreios nos aeroportos portugueses. Graça Freitas voltou a referir na conferência de imprensa que estes rastreios são “pouco eficazes.
Jerry Lampen/Reuters
5 Fevereiro 2020, 20h37

Depois dos exames dos dois mais recentes casos suspeitos de coronavírus em Portugal terem dado negativo, a diretora da Direção Geral da Saúde, Graça Freitas, sublinhou diversas vezes que estes “estão saudáveis e assintomáticas”. Abordando o caso específico dos portugueses que quiseram fugir da China com receio do contágio, Graça Freitas reafirmou que estes são em isolamento por vontade própria e que estão a ser criadas “as condições para que passem estes dias com tranquilidade, com conforto e com dignidade”.

Graça Freitas sustentou, em conferência de imprensa, que existe uma equipa de psicólogos a acompanhar e dar o apoio necessário aos utentes que se encontram em isolamento. “Estamos a vigiá-los muito de perto e ainda vamos a ver qual será a data ideal para repetir os testes”, ainda que os primeiros testes não tenham revelado contágio, sendo que a diretora da DGS sublinhou que caso algum paciente desenvolva sintomas, “será realizada uma nova ronda de análises”.

A diretora da entidade da saúde sublinhou ainda que não há qualquer decisão para fazer rastreios nos aeroportos portugueses. Graça Freitas voltou a referir na conferência de imprensa que estes rastreios são “pouco eficazes” e que o método mais adequado para despistar possíveis casos de infeção do vírus é a divulgação de informação, daí a reunião com a Autoridade Nacional da Aviação Civil, de forma a alinharem a informação que deve ser divulgada.

Graça Freitas questionou ainda se era preciso “rastrear 100 mil passageiros para detetar quatro possíveis casos”, defendendo o seu ponto de vista que “até haver indicações em contrário, por parte da Organização Mundial de Saúde, é esta a nossa posição”.


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