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CDS-PP acusa Governo de falta de “fio condutor” na renovação das PPP nos hospitais

A líder parlamentar dos democratas-cristãos, Cecília Meireles, considera que o Executivo socialista deveria ter mantido a PPP no hospital de Braga e Vila Franca de Xira e diz que não se percebe porque é que o Governo agiu de forma diferente no caso de Cascais. “Porque é que os doentes em Braga mereceram menos cuidado do que os doentes em Cascais?”, questionou.
Cristina Bernardo
18 Fevereiro 2020, 16h41

O CDS-PP acusou esta terça-feira o Governo de não ter “fio condutor” na renovação da parcerias público-privadas (PPP) do Governo. A líder parlamentar dos democratas-cristãos, Cecília Meireles, considera que o Executivo socialista deveria ter mantido a PPP nos hospitais de Braga e Vila Franca de Xira e diz que não se percebe porque é que o Governo agiu de forma diferente no caso de Cascais.

“Os hospitais não existem para serei geridos. Os hospitais existem para prestarem cuidados de saúde aos doentes que deles precisam. A prioridade no que toca aos hospitais são os doentes; não é a natureza pública ou privada de quem os gere. A prioridade são os doentes e não os preconceitos ideológicos de determinados partidos”, atirou Cecília Meireles, no debate quinzenal, ao BE, PCP e PEV.

Cecília Meireles diz que, tendo esta ideia por base, não se percebe o porquê de o Governo ter renovado a PPP no hospital de Cascais, no início deste mês, e não ter feito o mesmo nos hospitais de Braga e Vila Franca de Xira.

“Se o senhor primeiro-ministro não tem nenhum preconceito ideológico em relação às PPP e se a PPP de Braga funcionava e bem, porque é que o senhor primeiro-ministro não abriu um concurso e as coisas continuavam com este ou com outro concessionário?”, questionou. “Porque é que os doentes em Braga mereceram menos cuidado do que os doentes em Cascais?”

Em resposta a Cecília Meireles, o primeiro-ministro, António Costa, disse que não se trata de nenhum preconceito em relação às PPP, mas de uma “decisão politica que consta da Lei de Bases e programa de Governo”. No caso de Braga, diz ainda que não foi aberto qualquer concurso porque a entidade gestora “entendeu que não queria continuar” e não havia tempo para lançar outro até ao fim do contrato.


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