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CGD reitera que não quer distribuir dividendos e que pretende adiar bónus

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, vai abdicar do seu bónus e alerta que o Estado ainda tem uma palavra a dizer no que diz respeito à não distribuição de dividendos.
22 Abril 2020, 13h11

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, reiterou que a administração do banco vai propor na próxima assembleia-geral, que não haja distribuições de dividendos relativos ao exercício de 2019 e também que os bónus previstos para os administradores sejam adiados ou reduzidos.

Em audição da Comissão de Orçamento e Finanças (COF), o CEO do banco do Estado disse que a CGD tinha “capacidade para distribuir dividendos” que, inicialmente, previa a remuneração ao acionista em cerca de 300 milhões de euros, ficando retidos para reserva.

No entanto, Paulo Macedo disse que a questão não está “fechada” porque o Estado tem uma palavra a dizer.

No ano passado, a CGD registou um resultado positivo de 776 milhões de euros, cumprindo assim o plano estratégico. Previa-se, pois, que as equipas do banco fossem recompensadas. No entanto, a comissão executiva da CGD vai propor o adiamento ou a redução dos prémios aos administradores e colaboradores do banco na assembleia-geral.

Certo é que Paulo Macedo vai abdicar do integralmente do bónus. “No meu caso, abdicarei do valor do prémio integral”, vincou o CEO da Caixa.


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