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Vacina anti-Covid da norte-americana Moderna entra na fase final de testes a 27 de julho

A Moderna quer com este estudo confirmar que a potencial vacina previne quaisquer sintomas da Covid-19 e, assim, prevenir a infeção pelo novo coronavírus.
Reuters
15 Julho 2020, 11h14

A biotecnológica norte-americana Moderna foi bem-sucedida no estágio inicial de testes a uma vacina anti-Covid-19, de acordo com os resultados clínicos publicados numa revista  científica especializada em medicina. Por isso, a Moderna vai entrar na fase final dos ensaios clínicos da vacina no final deste mês. Esta é uma fase crucial para descobrir se a potencial vacina é capaz de prevenir quaisquer sintomas do novo coronavírus.

De acordo com o “New England Journal of Medicine”, citado pelo Financial Times, a potencial vacina contra a Covid-19 da Moderna produziu anticorpos em todos os 45 voluntários que participaram na primeira fase dos testes à vacina. Com base nos resultados positivos, a empresa anunciou que vai entrar na fase final dos ensaios clínicos no dia 27 de julho, tornando-se na primeira a fazê-lo.

A partir de 27 de julho, a vacina anti-Covid-19 será testada em 30 mil pessoas nos Estados Unidos. Até ao dia 27 de outubro, altura em que o estudo do projeto de vacina termina, 15 mil voluntários vão receber uma dose de 100 microgramas e outros 15 mil vão tomar uma dose placebo.

A Moderna quer com este estudo confirmar que a potencial vacina previne quaisquer sintomas da Covid-19 e, assim, prevenir a infeção pelo novo coronavírus.

A Moderna é a primeira empresa a entrar na derradeira fase de estudo para uma potencial vacina contra a Covid-19, depois de os Estados Unidos terem anunciado que investiriam cerca de dois mil milhões de euros nos projetos de vacinas da Johnson & Johnson, Moderna e AstraZeneca (em parceria com a Universidade de Oxford), sendo estes dois últimos os mais avançados.

A Moderna recebeu 483 milhões de dólares (426 milhões de euros). O projeto de vacina da Moderna baseia-se no “mensageiro” ARN, um sistema que transporta o código genético do ADN às células e que procura fornecer ao corpo as informações genéticas necessárias para o proteger preventivamente contra o novo coronavírus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 574 mil mortos e infetou quase 13,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse.


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