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Rede social LinkedIn vai despedir 960 trabalhadores em todo o mundo

O presidente executivo da LinkedIn disse que a empresa foi clara e que as demissões ocorrerão nas divisões de vendas e “aquisição de talentos” devido à conjuntura da Covid-19 e às mudanças na maneira de trabalhar com os clientes.
Cristina Bernardo
21 Julho 2020, 16h38

A rede social focada no mundo do trabalho, LinkedIn vai demitir 960 trabalhadores durante os próximos meses em todo o mundo, o equivalente a 6% da sua de trabalho. A subsidiária da Microsoft decidiu tomar medidas drásticas para amenizar o impacto da pandemia de Covid-19, segundo o “Expansión”.

Numa carta enviada aos funcionários, publicado nas redes sociais, o presidente executivo da LinkedIn, Ryan Roslanski, reconheceu que a empresa “não está imune” aos efeitos da pandemia, uma vez que as necessidades mudaram e há cada vez menos necessidade de contratar pessoas comparativamente a alguns meses atrás.

Roslanski disse que a empresa foi clara e que as demissões ocorrerão nas divisões de vendas e “aquisição de talentos” devido à conjuntura da Covid-19 e às mudanças na maneira de trabalhar com os clientes.

O LinkedIn não revelou detalhes sobre quantos trabalhadores serão afetados em cada país, mas alertou que os funcionários que serão demitidos na América do Norte, Brasil e Ásia-Pacífico serão notificados nas próximas 24 horas e permanecerão na empresa até 21 de agosto. Adicionalmente, os trabalhadores no Dubai também serão notificados entre esta terça e quarta-feira, embora os contratos terminem a 29 de setembro.

No Reino Unido, Irlanda e Austrália, foi iniciado um processo de consulta para descobrir quantas posições poderiam ser afetadas, de modo que ainda não há data para a sua saída da empresa. Trabalhadores na França, Suécia e Espanha receberão a notificação em agosto, enquanto os da Itália o farão em setembro.

A empresa explicou que, nos Estados Unidos, continuará a fornecer seguro de saúde a trabalhadores demitidos por 12 meses, enquanto em outros países o suporte será reduzido para seis meses através de planos personalizados ou pagamentos em dinheiro equivalentes. Além disso, a LinkedIn criou um programa de seis meses para ajudar os funcionários a encontrar empregos por meio de conselhos personalizados, oficinas e formações.

Os funcionários demitidos poderão manter os telemóveis da empresa, computadores portáteis e todo o equipamento adquirido recentemente para ajudá-los a trabalhar em casa, para que tenham “as ferramentas necessárias para ajudá-los na sua transição de trabalho”, indicou a empresa.


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