A inclusão e diversidade fazem a diferença no El Corte Inglés. A multinacional em Portugal assinala, esta quarta-feira, o dia Internacional da Igualdade Feminina e por isso destaca os avanços feitos em matéria de igualdade do género na empresa. O grupo espanhol anuncia que, no corrente ano, foram promovidas 42 pessoas a cargo de chefia, sendo que 55% destes profissionais são mulheres.
Ao Jornal Económico (JE), Susana Silva, diretora do departamento de pessoas do centro comercial, assegura que a missão do El Corte Inglés “foi sempre a de contratar as melhores pessoas, promovendo a diversidade, inclusão e igualdade e um ambiente estável, de desenvolvimento e crescimento”.
De forma geral, o efectivo da empresa é constituído maioritariamente por mulheres, que têm uma representação de 65%, segundo as estimativas do grupo. Nos cargos de chefia, a percentagem, por género, é equilibrada com 55% de homens e 45% mulheres, já nos cargos a discrepância torna-se mais visível de direcção da empresa, 21% são mulheres e 79% homens.
Visto ainda existir uma diferença entre mulheres e homens nos cargos de direção, Susana Silva reconhece “que é necessário equilibrar estes cargos” mas salienta que alterar esta situação “poderá demorar alguns anos” dado que será necessário “aguardar algumas reformas para poder equilibrar esta percentagem”.
Para celebrar o dia, o El Corte Inglés assinou o Plano de Igualdade de Género e aderiu aos princípios Woman’s Empowerment (WEPs) desenvolvidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), um um conjunto princípios com orientações às empresas sobre como promover a igualdade de género e o empoderamento das mulheres no local de trabalho, no mercado e na comunidade.
As orientações incluem o salário igual para trabalho de igual valor, tolerância zero contra assédio sexual no local de trabalho, entre outros. Em 2019, a empresa iniciou o plano para corrigir desigualdades salariais, tendo em consideração o género, a antiguidade e a categoria profissional.
Quanto à desigualdade salarial, Susana Silva garante que no El Corte Inglés “todas as bases salariais são estabelecidas em função da categoria e não do género”, salientando que nos últimos 20 anos de existência em Portugal, o grupo espanhol não faz “qualquer tipo de distinção entre os géneros” no que toca às remunerações.
Questionada sobre se as práticas de igualdade de género na empresa devem servir de exemplo para o setor empresarial em Portugal, Susana Silva diz “acreditar que sim”, acrescentando que o funcionários de ambos os géneros complementam-se no trabalho executado dentro da grupo.
“É essencial existir um elemento feminino ou masculino direccionado para a vertente operacional e outro para a humana”, explica a responsável ao JE. “A mulher é capaz de ser muito rigorosa e eficaz no cumprimento dos seus objectivos mas também traz um toque de proximidade e sensibilidade que são necessários estabelecer com as equipas. O mesmo pode ocorrer com um elemento do sexo masculino e, por isso, considero cada vez mais importante termos mais diversidade nas organizações”, realça.
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