Em retrospetiva de uma década, entre tantos outros, ocorrem-me exemplos de ex-alunos que, por via de educação executiva pós-graduada internacional, facultada conjuntamente pelas escolas de negócio de universidades de geografias lusófonas, a que estive e estou ligado, alavancaram negócios e carreiras.

Um brasileiro industrial na Amazónia que bem no início do programa criou empresa de trading internacional em Portugal; uma empresária angolana que diversificou canais, importando do Brasil; um industrial angolano que expandiu o negócio, exportando para Portugal; moçambicanos que se projetaram nas suas carreiras académicas; vários portugueses que passaram a dirigir multinacional financeira em Angola; uma brasileira que durante o curso criou uma plataforma de encontro e divulgação de oportunidades no mundo lusófono; uma cabo-verdiana promovida a dirigente na área de comunicação numa agência aeronáutica; dois angolanos, ele promovido a dirigente num banco emergente, ela promovida a dirigente na entidade reguladora de seguros; um brasileiro que logo no início do curso se integrou em empresa portuguesa para divulgar oportunidades de investimento em Portugal e angariar no Brasil investidores; casos de portugueses que passaram, uns a dirigir negócios de família, outros a quadros de grandes empresas em Portugal e no Reino Unido… um rosário de ilustrações possíveis.

A experiência de anos com as escolas de negócio parceiras permite testemunhar que na unidade cultural que nos liga há significativa diversidade e fatores contextuais locais que devem ser tidos em conta na conceção de oferta adaptável a diferentes realidades. O profissionalismo das equipas envolvidas, obviamente um requisito, é uma base sobre a qual, no ir fazendo e resolvendo e afinando, outros importantes fatores se constroem e reforçam, como a confiabilidade e a disponibilidade para a entreajuda. A intercoordenação das equipas parceiras, decisiva para o êxito do programa, depende destes ativos e uma vez alcançada através de sucessivas edições constitui um brand value reforçado pela atração de empresas de suporte ao programa em cada geografia.

A colaboração interuniversitária no mundo lusófono, por via das escolas de negócio, é uma via importante para responder aos interesses e necessidades dos profissionais e empresários dos respetivos países. Capitaliza o património cultural conferido pela língua e história partilhadas. Potencia a exploração de oportunidades de carreira e de negócio, no país de origem ou fora.

A interculturalidade lusófona, explorando oportunidades profissionais e de negócio na diversidade das geografias, no mesmo movimento em que se desenvolvem e qualificam internacionalmente competências de gestão, constitui o core conceptual de oferta pós-graduada dirigida a executivos. Uma oferta que interessa a quem queira complementar a formação de base com conhecimentos de gestão, proporcionando forte experiência internacional, ampliando a mundividência e as oportunidades a prospetar.