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Braga vai apresentar candidatura a Capital Europeia da Cultura

O anúncio foi feito na cerimónia de inauguração oficial do Hotel Vila Galé Collection Braga, a 30ª unidade hoteleira do grupo liderado por Jorge Rebelo de Almeida.
Braga (Portugal)
11 Junho 2018, 07h35

A Câmara Municipal de Braga vai apresentar a candidatura para ser a Capital Europeia da Cultura em 2027, assegurou Ricardo Rio, presidente da autarquia, na cerimónia de inauguração oficial do Hotel Vila Galé Collection Braga. A intenção já era conhecida desde o final do ano passado, mas ainda não tinha sido formalmente anunciada a intenção de apresentar candidatura por parte do autarca.

“Há algo que se está a passar de diferente na nossa cidade, é uma cidade revigorada, com dinamismo em todas as vententes da atividade económica”, destacou Ricardo Rio, no sábado, dia 9 de junho.

Na ocasião, o presidente da autarquia bracarense relembrou o facto de Braga ser este ano a Capital Europeia do Desporto e assegurou que “seremos candidatos à Capital Europeia da Cultura em 2027”.

Ricardo Rio anunciou ainda que está em marcha o processo para a construção do Fórum Braga, um novo espaço de animação cultural na cidade.

Sobre o Hotel Vila Galé Collection Braga, o edil bracarense sugeriu que o imóvel fosse candidato ao prémio de reabilitação urbana para o próximo ano.

“Tenho a certeza de que o Grupo Vila Galé transformou um antigo hospital numa das jóias da coroa mais preciosas da hotelaria portuguesa a partir deste momento”, defendeu Ricardo Rio.

O presidente da Câmara Municipal de Braga destacou ainda que a cidade minhota teve uma taxa de crescimento de cerca de 60% no turismo nos últimos três anos.

Também presente nesta cerimónia, Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia, confirmou que a taxa de crescimento do turismo em Braga, tem sido “acima do da região, a região Norte, que, por sua vez, tem tido um crescimento acima da média nacional”.

“Este é um hotel diferenciador, que está no centro histórico, que faz parte do centro histórico, que valoriza o centro histórico” de Braga, sublinhou o ministro da Economia, comentando o Hotel Vila Galé Collection Braga.

Alinhando no mesmo tom, Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Grupo Vila Galé, considerou que “o futuro do turismo em Portugal passa por fazer coisas diferentes”.

“É necessário e fundamental recuperar os centros históricos das cidades, preservar a autenticidade da cultura portuguesa e preservar a vida própria nos centros das cidades”, alertou o empresário hoteleiro.

Jorge Rebelo de Almeida avisou ainda que “Portugal está no bom caminho no turismo, mas temos de fazer um esforço muito grande de requalificação das unidades hoteleiras que temos”.

“Um destino não se faz apenas de uma unidade hoteleira, faz-se de um conjunto de unidades”, salientou o presidente do Grupo Vila Galé.

Por seu turno, Bernardo Reis, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, entidade que estabeleceu a parceria com o Grupo Vila Galé para esta nova unidade hoteleira, interveio na cerimónia de inauguração para assegurar que se procedeu a “um excelente restauro”, acrescentando que “esta reabilitação será uma mais-valia para a cidade e impediu que estes três edifícios entrassem numa fase de degradação, cujas consequências seriam difícieis de prever”.

Braga recebe a 30ª unidade hoteleira do Grupo Vila Galé

Com 30 anos de existência, o grupo Vila Galé inaugurou a sua 30a unidade hoteleira, em Braga, reclamando a criação de 50 postos de trabalho diretos.

O investimento anunciado pelo Grupo Vila Galé nesta unidade hoteleira foi de seis milhões de euros.

Trata-se de um hotel de quatro estrelas com 123 quartos e ‘suites’, dois restaurantes, bar, adega, piscinas exteriores para adultos e crianças, spa Satsanga Collection com piscina interior, ginásio e salas de massagens, oito salas de reuniões/eventos e ainda um espaço dedicado à inovação com experiências de realidade virtual, 4K e com hologramas.

Segundo um comunicado do grupo hoteleiro nacional, “o Vila Galé Collection Braga resulta da reconversão do complexo do antigo hospital de São Marcos, que estava desocupado desde 2011, permitindo assim requalificar um imóvel de interesse público, datado de 1508”.

“Pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Braga, foi entretanto concessionado ao grupo Vila Galé para instalar o hotel. Respeitando a vertente histórica e arquitetónica do edifício, construído no local onde existia uma ermida dedicada a São Marcos, uma albergaria e um convento templário, nesta unidade hoteleira manteve-se a estrutura existente e alguns elementos originais como os tetos abobadados”, assegura o referido comunicado.

 

 

 

 


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