PremiumBanco de Portugal enviou à Justiça dados de perdão fiscal a Manuel Pinho

O Ministério Público suspeita que o ex-ministro terá usado programas de perdão fiscal para legalizar dinheiro pago pelo BES. Em julho, solicitou ao BdP informações sobre adesões aos RERT.

O Banco de Portugal (BdP) enviou esta semana ao Ministério Público os dados solicitados sobre os programas de perdão fiscal por parte de Manuel Pinho e da sua mulher. A Justiça suspeita que o ex-ministro da Economia e a sua mulher tenham usado este mecanismo para legalizar dinheiro que terá sido pago pelo grupo Espírito Santo. Parte terá sido pago durante o período em que exerceu o cargo de ministro.

O Jornal Económico (JE) sabe que a informação solicitada ao BdP, em julho, pelo MP seguiu esta semana, dando conta das informações detalhadas da adesão do ex-governante ao Regime Excepcional de Regularização Tributária (RERT), criado para regularizar o pagamento de imposto devidos por rendimentos no estrangeiro não declarados ao fisco.

Em causa estão dados como identificação de beneficiários, montantes do património não localizado no país, origem e destino dos valores que foram alvo de tributação e se este rendimento foi não repatriado para Portugal. O JE questionou o BdP sobre este envio de informação ao MP, mas fonte oficial escusou-se a fazer comentários.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

Relacionadas

Manuel Pinho poderá ter usado perdão fiscal para limpar ‘luvas’ do BES

O Ministério Público, que se encontra a investigar o caso EDP, pretende ter os documentos no caso GES sobre a adesão do ex-ministro da Economia ao Regime Excecional de Regularização Tributária.

Comissão parlamentar quer ouvir Manuel Pinho em 17 de outubro

Fonte parlamentar adiantou à agência Lusa que para 17 de outubro ficou agendada a audição do ex-ministro da Economia Manuel Pinho, sendo esta a última data deste lote de inquirições previstas.

Do Marquês ao e-toupeira: Sete processos que marcaram o mandato de Joana Marques Vidal

Da política, passando pelas empresas, até ao desporto, nenhum sector escapou às investigações criminais do MP. Estes foram os processos mais mediáticos que marcaram o mandato da procuradora-geral.
Recomendadas

Mais de 27 mil bancários terão de ter formação até março para dar crédito

A necessidade desta formação decorre de uma diretiva do crédito hipotecário, que em entrou em vigor no mês de janeiro.

Banco de Portugal e Ministério Público investigam aumento de capital do Montepio em 2013

Os 35 milhões de euros dos três empréstimos foram depois transferidos para a conta do Montepio Geral junto do Finibanco Angola e utilizados na subscrição do aumento de capital do banco português, na véspera do prazo limite da operação de capitalização, segundo uma investigação da RTP.

Bancos assumiram contrato para restabelecer operações com cartão em Moçambique

A empresa gestora informática da rede desligou o sistema na sexta-feira após dois anos sem conseguir que a Sociedade Interbancária de Moçambique (Simo), detida maioritariamente pelo Banco de Moçambique, assinasse contratos ou pagasse pelo serviço.
Comentários