BCP brilha na bolsa de Lisboa, que acompanha otimismo europeu

As bolsas europeias fecharam em alta puxada por quatro motores: Banca, automóveis, recursos naturais e o setor químico. O BCP lidera subidas do PSI 20.

O otimismo nas praças europeias manteve-se na sessão desta quarta-feira, visível na subida das ações das empresas dos setor da banca e do setor automóvel.

“O cenário de potencial fusão entre o Deutsche Bank e o Commerzbank está a ganhar força entre os analistas, desta feita com os comentários do RBC”, diz o analista do Millennium BCP Investimento.

Por cá o BCP foi a estrela da sessão ao subir  1,60% para 0,2534 euros. A Navigator foi a segunda que mais subiu (+1,16% para 4,360 euros). A Jerónimo Martins foi a senhora que se seguiu ao subir 1,08% para 13,150 euros.

De resto houve sete ações que fecharam em terreno negativo no PSI 20. A Altri desceu -1,07% para 8,3 euros; a REN caiu -0,98% para 2,432 euros; e a Galp deslizou -0,46% para 16,255 euros.

O analista do Millennium BCP Investimento, Ramiro Loureiro diz que a Galp foi castigada por uma recomendação de venda (pelo Deutsche Bank) e contrariou a valorização dos preços do petróleo que se registava nos mercados internacionais. “Pelas 16h35m a cotação do barril de crude subia 1,3%, após revelação de uma queda inesperada nas reservas de gasolina nos EUA durante a semana passada”, diz a a nota de research.

Em Portugal a Sonae anunciou que vai mesmo avançar para o IPO do retalho alimentar ainda este ano. A retalhista tinha ontem disparado mais de 4%, mas após a comunicação acabou a subir ligeiramente (0,74% para 0,959 euros), até porque não foi revelado o preço de colocação.

Foi também notícia que a EDPR estabeleceu novo acordo de tax equity nos EUA. As ações subiram 0,35% para 8,490 euros. Isto ao contrário da EDP que continua a esfriar apesar da OPA. Desceu -0,31% para 3,24 euros.

O PSI 20 subiu 0,22% para 5.373 pontos, em linha com a Europa. O índice EuroStoxx 50 subiu 0,30% para 3.368,6 pontos.

No exterior os bons dados de vendas animam o setor Auto, diz o analista do BCP. As vendas de carros na UE 27 disparam em agosto.

 

“As bolsas europeias encerraram em alta, com triggers importantes em diversos setores. O de Recursos Naturais liderou os ganhos, a beneficiar da aplicação de tarifas entre os EUA e a China inferiores ao que se chegou a temer. O Químico foi impulsionado por perspetivas de que a Linde e a Praxair possam estar próximas de obterem luz verde do regulador norte-americano para a fusão. O setor Automóvel animou após a divulgação de bons dados vendas na União Europeia em agosto, beneficiando igualmente do alívio das tensões comerciais. Já o Bancário viu o Commerzbank e o Deutsche Bank dispararem mais de 3% perante nova análise que aponta no sentido de uma possível fusão”, resume o analista do BCP.

No setor de produtos eletrónicos de notar a queda das ações da Ceconomy, dona da Media Markt após a emissão de um profit warning, alerta a research do BCP.

O CAC 40 de Paris fechou a subir 0,56% para 5.393,7 pontos; o DAX ganhou 0,50% para 12.219 pontos; o IBEX 35 subiu 0,41% para 9.486,3 pontos; e o FTSE MIB subiu 0,25%. Em Itália,  o jornal Corriere dá conta que o vice primeiro-ministro italiano, Luigi Di Maio, procura aumentar o défice para 2,5% de modo a financiar as suas promessas eleitorais.

Em Inglaterra o FTSE  valoriza 0,42% para 7.331,12 pontos num dia em que se conhece que a Inflação no Reino Unido acelerou em agosto.  O Índice de preços no consumidor britânico mostrou subida de inflação, de 2,5% para 2,7% em agosto, quando o mercado esperava uma estagnação. A inflação core também subiu de 1,9% para 2,1%. “O Banco Central de Inglaterra tem vindo a subir juros para travar a escalada da inflação, um dos reflexos do Brexit. Os números atuais tornam mais difícil o regresso da inflação à meta dos 2% pretendida pelo BoE no 4ºtrimestre”, diz o analista do BCP.

No mercado da dívida soberana, a Alemanha vê os juros agravarem 0,7 pontos base para 0,487%; Portugal tem os juros também a subirem 3,8 pontos base com a yield a agravar para 1,892%; Espanha sobe 2,2 pontos base para 1,527% e Itália é o Estado que mais agrava com os juros a subirem 6,2 pontos base para 2,852%.

O euros sobe 0,13% para 1,1682 dólares.bolsa

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