Revolut mente em campanha publicitária e está a ser investigada pelo regulador britânico

O caso está agora a ser investigado pela reguladora britânica da indústria publicitária, a Advertising Standards Authority (ASA), que admitiu ter recebido queixas sobre a campanha de publicidade da Revolut, na qual se liam factos inventados e que pressuponham, erroneamente, que a fintech conseguiria ter (ainda mais) acesso sobre as transações dos clientes.

A Revolut admitiu ter inventado as estatísticas utilizadas num campanha publicitária exposta no metro de Londres, noticia o Financial Times (FT). No anúncio, a fintech afirmou que 11.867 clientes compraram salsichas vegan no último mês e que, no último dia dos namorados, milhares de clientes encomendaram refeições para takeaway.

Contactado pelo FT, o porta-voz da Revolut admitiu que os números utilizados foram “inventados”. A Revolut apenas consegue ter acesso ao valor despendido pelos utilizadores, mas não em que produtos ou serviços, à semelhança de outras fintech.

O caso está agora a ser investigado pela reguladora britânica da indústria publicitária, a Advertising Standards Authority (ASA), que admitiu ter recebido queixas sobre a campanha de publicidade da Revolut, na qual se liam factos inventados e que pressuponham, erroneamente, que a fintech conseguiria ter (ainda mais) acesso sobre as transações dos clientes.

A ASA disse que irá remeter o caso para a Financial Conduct Authority, o equivalente à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários, em Portugal.

 

 

A Revolut tornou-se numas das fintech mais badaladas. Já no final de 2018, conseguiu obter uma licença bancária europeia. A fintech inglesa encontrou uma oportunidade de negócio quando passou a oferecer transações internacionais sem comissões, levantamentos nas caixas de multibanco e transferências bancárias, serviços que os bancos tradicionais cobram.

A Revolut disse que todos os dias angaria 10 mil novos clientes e que os quatro milhões de utilizadores que usam os serviços bancários da empresa gastam, no total, 5 mil milhões de dólares por mês.

 

Ler mais
Relacionadas

Revolut vai aceitar depósitos de salários dos portugueses

A fintech britânica, conhecida como “Amazon da banca”, atingiu os 100 mil clientes em Portugal e aproveitou a ocasião para anunciar que a aplicação vai “falar Português” e permitir depósitos.

Easypay: a fintech que não se quer tornar num banco

Numa só plataforma digital, a easypay concentra os meios de pagamento mais utilizados em Portugal. Uma vantagem numa altura em que se fala no abandono progressivo dos pagamentos em numerário.

Depois da Revolut, Google obtém licença para competir com bancos na Europa

A gigante tecnológica conquistou uma licença na Lituânia, que lhe dá permissão para atuar como fintech no Espaço Económico Europeu.

Google vai realizar transferências de dinheiro na União Europeia

A Google vai poder realizar transferências de dinheiro nos países da União Europeia depois da autorização concedida pelo Banco Central da Irlanda.

Como será o adeus anunciado às notas e moedas?

A revolução digital chegou aos métodos de pagamento e a diretiva PSD2 alargou a infraestrutura financeira a outras entidades que não têm de ser bancos. Pagar já não é o que era: agora é digital.
Recomendadas

Turcos do grupo Yilport querem Leixões perto da capacidade de Sines

Robert Yildirim, patrão do operador portuário Yilport – o segundo maior europeu -, vai aumentar a capacidade do terminal sul de Leixões para 670 mil TEU e quer ter um milhão de TEU no terminal norte.

Trabalhadores do Montepio temem que instabilidade se reflita nos resultados anuais

A Comissão de Trabalhadores refere-se às “sucessivas alterações” nos órgãos sociais do Banco Montepio. Os trabalhadores queixam-se ainda do modelo de progressão de carreiras e querem ser envolvidos no Plano de Transformação anunciado por Carlos Tavares.

CMVM, Banco de Portugal e ASF na nova autoridade de resolução

A reforma da supervisão financeira inclui a criação de uma autoridade de resolução bancária que vai ter na administração dois membros do BdP, um da CMVM, um da ASF e um quinto, que virá de fora.
Comentários