Quando os centros históricos se enchem de menus turísticos, tuk-tuks e souvenirs iguais aos de qualquer cidade europeia, não estamos a vender Portugal: estamos a desqualificar o destino.
A destruição que reorganiza não é um fim anunciado nem uma vitória prometida. É uma aposta: que se pode gastar confiança sem nunca a repor, reduzir aliados a vassalos e rivais a peças, e ainda assim sair do outro lado com uma ordem estável.
Restaurar a natureza não é um encargo, mas sim um investimento com retorno garantido, dado que ecossistemas saudáveis retêm água, protegem as populações contra fenómenos climáticos extremos, regeneram os solos e sustentam a própria economia.
O acionista público tomou decisões corajosas e atuou como atuaria um privado na preparação da venda. O mais confortável seria nada mudar. Fez-se o contrário.
Lembremo-nos, todos, que o objetivo da lei é reforçar a transparência e não dificultar a participação do setor privado e da sociedade civil organizada na tomada de decisão pública.