O Governo proibiu a cessação de contratos de arrendamento durante a pandemia, evitando que, perante a crise de saúde pública, os portugueses ficassem sem casa. Agora, os despejos estão a aumentar, tendo no ano passado ficado perto daqueles que se verificaram em 2019, sendo que em Lisboa ultrapassaram os níveis pré-pandemia, revela o “Público”.
Em 2022 deram entrada 2.329 pedidos de procedimento especial de despejo no Balcão Nacional de Arrendamento, representando um aumento de 24% face ao ano anterior, mas ficando abaixo dos 3.229 pedidos de 2019. Lisboa concentra a maioria dos despejos, com 918 procedimentos finalizados no ano passado, um incremento de 27%.
A publicação adianta que a situação se tem vindo a agravar nos últimos meses. Sinal disso mesmo tem sido a criação de petições e movimentos cívicos, que pedem o direito à habitação e propõe medidas como um teto máximo para as rendas. Os grupos querem ainda levar um referendo à Assembleia Municipal de Lisboa para cancelar as licenças de alojamento local quando os imóveis se destinam a habitação, considerando que este também é um problema.
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