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Tiago Mayan Gonçalves garante que Iniciativa Liberal nunca fará Governo juntamente com o Chega

Candidato presidencial liberal disse que preferir “fechar a torneira” a 15 milhões de euros recebidos por beneficiários ciganos do rendimento social de inserção do que a quatro mil milhões de euros para a TAP define quais são as prioridades do fundador do Chega.
Tiago Mayan Gonçalves
6 Janeiro 2021, 00h53

Tiago Mayan Gonçalves garantiu que a Iniciativa Liberal, partido a que pertence e que apoia a sua candidatura presidencial, nunca fará um Governo juntamente com o Chega, respondendo a uma pergunta de Clara de Sousa, moderadora do debate desta terça-feira na SIC Noticias, sobre a possibilidade de replicar a nível nacional a solução governativa nos Açores, onde os dois partidos dão apoio parlamentar à coligação entre PSD, CDS e PPM. “Como é que quer fazer um Governo à direita sem o Chega?”, atalhou de imediato André Ventura.

Entre muitos ataques ao fundador do Chega, com quem disputa eleitores de direita desiludidos com o primeiro mandato presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa, Tiago Mayan Gonçalves descreveu o interlocutor como alguém que “despreza a democracia e a liberdade de expressão” mesmo dentro do seu próprio partido. Mas também o criticou por estar mais preocupado “em fechar a torneira a 15 milhões de euros de rendimento social de inserção [aquilo que calcula ser o valor recebido por beneficiários de etnia cigana] do que aos quatro mil milhões de euros para a TAP”. “Ficou claro quais são as prioridades de André Ventura”, sentenciou.

“André Ventura quer ser acionista da TAP, mas com o dinheiro de milhões de portugueses”, acrescentou Mayan Gonçalves, advogando que a transportadora aérea, como qualquer empresa privada em dificuldades, deveria “seguir o seu caminho”. Tal opinião foi prontamente contestada por Ventura, que sublinhou o peso indireto da TAP na economia portuguesa, advogando um plano de reestruturação fiscalizado pela Assembleia da República e por outras entidades.

Começando o debate com uma defesa dos imigrantes, aos quais chamou “contribuintes líquidos e que fazem os trabalhos que as outras pessoas não querem fazer”, como levar refeições a casa de quem esteve confinado – algo que levou Ventura a comentar que “isso de os imigrantes trazerem a comida a casa é um bocado racista” -, Tiago Mayan Gonçalves disse ainda que o candidato presidencial apoiado do Chega “deveria preocupar-se com o calote que o seu amigo Luís Filipe Vieira deixou no Novo Banco”.

 

 


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