O relatório trimestral da Otovo divulgado esta quinta-feira na Bolsa de Oslo revela que tanto o custo dos painéis como o da mão-de-obra estão a baixar em 2023, podendo atingir mínimos plurianuais no próximo verão.
“Apraz-me dizer que estamos agora a regressar a uma tendência de preços descendente, e esperamos que o custo das instalações solares desça abruptamente em meados de 2023”, antecipa Andreas Thorsheim, fundador e diretor-executivo da Otovo.
A Otovo é o principal marketplace europeu de energia solar no qual centenas de empresas europeias de instalação colocam semanalmente os seus equipamentos e mão-de-obra.
De acordo com os indicadores hoje divulgados, no primeiro trimestre de 2023, as receitas globais da empresa ultrapassaram os 400 milhões de coroas norueguesas, o equivalente a cerca de 34,4 milhões de euros.
Neste período, o marketplace totalizou 2.832 instalações, mais 94% do que no trimestre homólogo de 2022.
A rubrica receitas geradas inclui não só as receitas da venda de painéis solares e baterias como também o modelo de subscrição que a Otovo tem implementado e representa já um peso de 39% no geral da operação em todos os mercados.
“A tendência forte de crescimento da Otovo acontece em toda a Europa e por cá não é exceção. Embora ainda com poucos meses de operação, Portugal tem ritmos de crescimento superiores aos restantes mercados com o modelo de subscrição a ser o preferido das famílias portuguesas”, adianta Manuel Pina, diretor-geral da Otovo em Portugal. “Este crescimento verifica-se também ao mesmo tempo que os custos de adesão ao solar residencial são também mais baixos em Portugal e com tendência a diminuir ainda mais”.
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