O lucro líquido ajustado da Galp Energia terá disparado 40%, em termos homólogos, para 211 milhões de euros no segundo trimestre de 2018, segundo a previsão média dos analistas, com o crescimento dos volumes e dos preços na produção de petróleo a suportarem os resultados.
O consenso de 22 analistas, divulgado no site da petrolífera, aponta ainda para um estimativa média do EBITDA – resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização – de 613 milhões de euros, ou seja, uma subida de 30% face ao do mesmo período do ano passado.
Segundo Jason Kenney, head of pan-european oil & gas equity research do Santander, “nesta altura, não vemos qualquer razão material para movimentos de trading significativos antes da apresentação dos resultados”.
As ações da Galp sobem 0,49% para 17,515 euros esta sexta-feira, numa sessão em que o índice PSI 20 avança 0,70%
A 16 de julho, a empresa liderada por Carlos Gomes da Silva informou que o indicador de produção líquida (‘net entitlement’) – após o pagamento de impostos em espécie aos países em que produz e que revertem integralmente para os resultados da Galp – subiu 21% para 106,7 mil barris diários de petróleo.
Por geografias, o crescimento da produção no Brasil (mais 24% para 101,4 barris) mais do que compensou a quebra registada em Angola (menos 15% para 5,3 barris), onde os campos em operação se encontram em declínio, o que deverá inverter-se com a entrada prevista, e já anunciada, de duas unidades de produção flutuantes no projeto Kaombo entre este ano e o próximo.
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