[weglot_switcher]

Inteligência artificial pode ser ameaça “mais urgente” do que crise climática, alerta pioneiro da área

Outrora um dos responsáveis por fazer avançar a tecnologia de inteligência artificial, Geoffrey Hinton está agora preocupado com os riscos dessas ferramentas para a humanidade.
6 Maio 2023, 19h30

A inteligência artificial pode ser uma ameaça “mais urgente” para a humanidade do que as alterações climáticas. O aviso é deixado por Geoffrey Hinton, pioneiro nessa área e conhecido como um dos padrinhos da inteligência artificial, em entrevista à Reuters.

“Não gostaria de desvalorizada as alterações climáticas. Não gostaria de dizer que não nos devemos preocupar com a mudança do clima. As alterações climáticas também são um enorme risco, mas acho que isto [a inteligência artificial] pode acabar por ser mais urgente”, sublinha o especialista, em declarações à referida agência de notícias.

https://jornaleconomico.pt/noticias/padrinho-da-inteligencia-artificial-geoffrey-hinton-sai-da-google-e-alerta-para-os-perigos-da-desinformacao-1024309

Importa explicar que Geoffrey Hinton era até recentemente um dos responsáveis por esta área na Alphabet, a dona da Google, mas anunciou recentemente a sua demissão por querer pronunciar-se abertamente sobre os riscos da tecnologia sem prejudicar o seu antigo empregador. Segundo escreveu na altura o The Guardian, o especialista lamentou em parte a sua contribuição para o campo.

Contratado há uma década pela Google, Geoffrey Hinton ajudou a desenvolver a tecnologia de inteligência artificial e abriu caminho para ferramentas como o ChatGPT.

Ao The New York Times, o pioneiro disse que até o ano passado acreditava que a Google era um “administrador adequado” desta tecnologia, mas revelou que mudou de opinião quando a Microsoft começou a incorporar um chatbot no motor de busca, o Bing.

Apesar dos seus contributos para este campo, Geoffrey Hinton está agora entre as vozes que mostram preocupação quanto aos riscos da inteligência artificial. O especialista está preocupado nomeadamente com a possibilidade de as máquinas atingirem inteligência superior à humana e, em consequência, assumirem o controlo do planeta.

“Em relação às alterações climáticas, é muito fácil recomendar o que se deve fazer: deixar de queimar carvão. Se fizermos isso, eventualmente as coisas ficarão bem. Em relação a isto [à inteligência artificial], não é tão claro o que devemos fazer”, salienta Hinton, em conversa com a Reuters.

RELACIONADO

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.