A primeira loja Ikea abriu na passada quinta-feira na Índia, depois de cinco anos de negociações com o Governo para preparar a entrada num mercado estimado em 30 mil milhões de euros. Tendo em conta as necessidades e especificidades da cultura local, a multinacional sueca reinventou 3% do seu catálogo e ajustou-o aos gostos e tradições do país.
Durante cerca de cinco anos, vários designers da Ikea visitaram mais de 1.000 casas na Índia para entender como os indianos dormem, comem e cozinham. Objetivo: perceber de que forma os produtos da multinacional poderiam ser adaptados para responder às exigências dos indianos. Entre as descobertas feitas, a equipa concluiu que os moradores locais passavam muito tempo nos seus quartos e que os indianos dão preferência a frigoríficos com fechadura para que os empregados não os usem.
A Ikea desenhou também vários sofás de couro falso, com o intuito de não ferir suscetibilidades, uma vez que os hindus reverenciam a vaca como animal sagrado. Foram postos no mercado também vários tapetes decorados com flores de lótus e, uma vez que não existe carne para cortar em muitas casas na Índia, a Ikea produziu vários conjuntos de talheres sem faca. Também os colchões foram adaptados à realidade indiana: são mais duros e feitos com fibras de coco.
A primeira loja do grupo no país está localizada nos arredores de Hyderabad, a quarta maior cidade da Índia, e conta com cerca de 53 mil metros quadrados. Cerca de 37 mil metros quadrados são destinados à exposição e o restaurante da loja, com mil lugares disponíveis, deve ser o maior da multinacional.
Na Índia, que desfruta de um amplo mercado de preços baixos, a Ikea entrou para competir com um catálogo de baixo custo de aproximadamente 7.500 produtos, dos quais cerca de mil custarão menos de 200 rúpias cada (2,51 euros). A Ikea está atualmente presente em 49 países em todo o mundo.
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