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Credit Suisse deixa cair aposta na China para evitar conflitos regulatórios

Em causa está o facto de o UBS, que chegou a acordo para comprar o Credit Suisse em março, já ter um banco estabelecido na China. O país atribui uma licença bancária por instituição financeira.
31 Maio 2023, 10h31

O Credit Suisse deixou cair os planos de estabelecer um banco na China para evitar um potencial conflito regulatório devido à fusão com o UBS, avançam duas fontes próximas do processo à “Reuters”.

Há vários anos que a instituição financeira planeava ter uma instituição financeira na China, com o objetivo de reforçar a sua presença no país ao criar uma rede de agências para receber depósitos e expandir o seu negócio de gestão de património.

Contudo, o banco decidiu agora que não irá avançar com este plano. Isto porque, explicam as mesmas fontes, o UBS, que chegou a acordo para comprar o Credit Suisse, já tem um banco na China. No país, apenas é atribuída uma licença por instituição financeira.

Contactados, o Credit Suisse e o UBS não quiseram comentar. Já o regulador bancário chinês não respondeu ao pedido de esclarecimento da “Reuters”.

A decisão do Credit Suisse pode vir a repetir-se noutros negócios do banco e do UBS, nomeadamente ao nível da gestão de ativos, de forma a não criarem conflitos regulatórios por terem ambos unidades a operar nas mesmas áreas.

Foi em março que o UBS anunciou que iria comprar o rival Credit Suisse por cerca de 3,3 mil milhões de euros, num processo que ainda está por concluir. No inicio deste mês, Sergio Ermotti, CEO do UBS, disse que o banco suíço estava a trabalhar para fechar a fusão até ao final de maio ou início de junho.

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