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Fenprof acusa ministro da Educação de “incapacidade negocial”

Num comunicado que marca, de acordo com a Fenprof, “um ano de luta” em que apesar da apresentação da propostas “que não mereceram resposta” e da proposta de protocolos que o “o ministro nunca discutiu”, os professores “disponibilizaram-se para negociações que, de forma gradual, solucionassem os problemas”, sendo que essa “não foi a opção do Governo”.
Cristina Bernardo
4 Junho 2023, 13h40

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) acusou este domingo, através de comunicado, o ministro da Educação de “incapacidade negocial” e acusou o Ministério que lidera de ter “uma agenda fechada, impedita de um diálogo consequente”.

Num comunicado que marca, de acordo com a Fenprof, “um ano de luta” em que apesar da apresentação da propostas “que não mereceram resposta” e da proposta de protocolos que o “o ministro nunca discutiu”, os professores “disponibilizaram-se para negociações que, de forma gradual, solucionassem os problemas”, sendo que essa “não foi a opção do Governo”.

“Da parte do Ministério parece haver uma agenda fechada, impeditiva de um diálogo consequente que desemboque em processos negociais efetivos. Começou pela Mobilidade por Doença, excluindo milhares de docentes dessa mobilidade; seguiu-se o diploma de concursos que não mereceu o apoio de qualquer organização, dados os aspetos negativos que não foram eliminados; é agora o chamado “acelerador” ou “corretor de assimetrias” da progressão na carreira que não garante uma coisa nem outra”, destacou a Fenprof.

Perto do final deste ano letivo, a Fenprof “responsabiliza o Governo” por “não dar resposta aos problemas que estão na origem da luta dos professores. A Fenprof responsabiliza o ministro e a equipa ministerial por incapacidade negocial e reafirma que a negociação não se resume ao número de reuniões realizadas, mas às soluções que delas advêm”.


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