O principal republicano no Comité de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, Jim Risch, disse que está a tentar bloquear a venda de armamento avaliado em cerca de 735 milhões de dólares à Hungria, como forma de pressionar aquele país para que deixe de se opor à entrada da Suécia na NATO.
“Dadas as promessas que me foram feitas a mim e a outros no ano passado de que a votação seria feita e o facto de que agora é junho e ainda não foi feita, decidi que a venda de novos equipamentos militares dos Estados Unidos para a Hungria será suspensa”, disse o senador em comunicado. “A Hungria deve tomar as ações necessárias para permitir que a Suécia entre na aliança, e em breve”, disse ainda.
De acordo com a lei dos Estados Unidos, os principais acordos de sobre armamento são revistos pelos líderes democrata e republicano no Comité de Relações Exteriores do Senado e no Comité de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.
A decisão de Risch de bloquear o acordo com a Hungria retém a venda de 24 baterias de lança- foguetes HIMARS e mais de 100 foguetes e cápsulas, juntamente com peças e suporte associadas, refere a imprensa norte-americana.
O Ministério da Defesa húngaro divulgou, entretanto, um comunicado difundido pela agência de notícias estatal MTI dizendo que não pretende comprar os sistemas HIMARS. “Durante o mandato anterior do governo, o comissário do governo encarregado de compras solicitou informações sobre os sistemas de mísseis HIMARS numa carta com prazo de março de 2022. Não houve resposta do lado dos Estados Unidos. Portanto, o ministério considerou o assunto encerrado”, dizia o comunicado. Ou dito de outra forma: o país liderado por Viktor Orbán deverá manter a entrada da Suécia em suspenso – tal como está também a fazer a Turquia.
A Suécia candidatou no ano passado a entrar na NATO como resultado da invasão da Ucrânia pela Rússia. Objeções da Turquia e da Hungria atrasaram a candidatura e a Suécia agora espera participar na cimeira da NATO na Lituânia no próximo mês. Mas se inicialmente havia expectativas de que os suecos poderiam finalmente entrar na organização, as mais recentes notícias dos bastidores da NATO indicam que isso, afinal, não deverá acontecer. Entretanto, a Finlândia, que pediu para entrar na NATO na mesma altura, já faz parte da aliança.
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