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Organização de Cooperação de Xangai: a vingança do chinês

O grupo vai encontrar-se em mais uma cimeira, desta vez na Índia. A geografia agregada em torno da organização é imensa e o grupo é cada vez mais o contraponto aos Estados Unidos e seus aliados. A guerra na Ucrânia lançou a organização na ribalta da geopolítica.
30 Junho 2023, 23h00

Criado em 1996 por cinco países asiáticos (Cazaquistão, China, Quirguistão, Rússia e Tajiquistão), a Organização de Cooperação de Xangai, que realizará a sua próxima cimeira em Nova Deli, Índia, a 3 e 4 de julho, está numa fase de expansão e no limite quer ser um agregador alternativo aos Estados Unidos e seus parceiros. Nesse quadro, os nove países que atualmente fazem parte do bloco, os nove parceiros de diálogo, os três países observadores e os países ‘amigos’ que são convidados especialmente para cada cimeira ‘valem’ uma percentagem muito significativa do globo terrestre.

Mais importante que isso, a organização – que passou vários anos sem que verdadeiramente tivesse atingido um grau elevado de notoriedade – é cada vez mais um espaço para todo o mundo que não está alinhado com os Estados Unidos. É por isso um poderoso catalisador dos interesses do chamo Sul Global – o que fica claro pelo facto de estar todos os anos a acrescentar partes de África ao seu domínio de interesse. É um domínio claramente diversificado, dizem os analistas. Por exemplo, e para além do critério demográfico, já fazem parte do agregado um número não despiciendo de nações muçulmanas.

 

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