As preocupações com uma possível recessão este ano nas economias mais avançadas têm pairado sobre as perspetivas macro e os dados mais recentes adensaram-nas, dado o abrandamento industrial nas duas maiores economias mundiais. Na zona euro, o panorama é já de recessão técnica, ainda que pouco profunda, e, embora as projeções não sejam as mais animadoras, os analistas acreditam que o pior cenário não se materialize e a economia mundial registe um crescimento este ano, mesmo que próximo de nulo.
O sinal mais recente de arrefecimento global veio dos índices de gestores de compras (PMI) de junho: na zona euro, o indicador composto recuou para 50,3, depois de ter ficado em 52,8 no mês anterior e bastante abaixo das expectativas do mercado, cifradas em 52,5; apesar de se ter mantido acima de 50 (e, portanto, em zona de expansão da atividade), o sector industrial levanta dúvidas, ao registar o pior resultado em seis meses, caindo de 44,8 em maio para 43,6 este mês.
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