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Respostas Rápidas: Extrema-direita pode mudar o espectro político na Suécia?

Suécia vai a votos este domingo. Sondagens apontam para ascensão de extrema-direita e dificuldade em algum partido conseguir maioria absoluta.
9 Setembro 2018, 09h00

Por que é que as eleições legislativas na Suécia têm tido tanta projecção?

A possibilidade de ascensão da extrema-direita num dos últimos países europeus governados pelo centro-esquerda tem estado no cerne das análises dos politólogos que ambicionam compreender o que poderá estar na origem da possível mudança no espectro político.

Quais são os principais candidatos?

O atual primeiro-ministro Stefan Löfven, pelo Partido Social-democrata, enfrenta o líder dos Democratas da Suécia, Jimmie Akesson.

O que dizem as sondagens?

Segundo as mais recentes projecções Stefan Löfven reúne 25,2% das intenções de votos, enquanto Jimmie Akesson poderá conquistar 18,6% dos votos, tornando-se a segunda força política do país, à frente dos conservadores Partido Moderado (17%). As sondagens indicam apontam que será difícil um partido alcançar uma maioria absoluta.

Os Democratas da Suécia já estiveram no poder?

Não, será a primeira vez que o partido de extrema-direita, eurocéptico e defensor de ideias xenófobos, poderá influenciar o poder do país.

Qual é a atmosfera em torno das eleições?

As eleições deste domingo são as primeiras desde que o país recebeu cerca de 163 mil requerentes de asilo em 2015, o maior rácio per capita da Europa no acolhimento de migrantes, que levou o primeiro-ministro a admitir que a Suécia não estava a conseguir responder à onda de fluxo migratório. Esta tem sido uma das questões mais sensíveis no país e explorada na campanha.


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