O sector privado do Reino Unido está a crescer ao ritmo mais fraco em seis meses em julho, com as encomendas destinadas às empresas a estagnarem perante o aumento das taxas de juro e da inflação, segundo a “Reuters”.
O índice de Gestores de Compras (PMI) mostrou uma leitura preliminar de 50,7 em julho, um valor que fica abaixo do registado em junho, de 52,8, registando, assim, a maior queda mensal em 11 meses.
Um estudo da S&P Global sobre este índice reforçou uma perspetiva lenta para a economia britânica, que até agora tem desafiado as previsões de uma possível recessão em 2023, mas ainda não sentiu o impacto total dos 13 aumentos consecutivos nas taxas de juro pelo Banco de Inglaterra.
“O aumento das taxas de juro e o aumento do custo de vida parecem estar a afetar cada vez mais as famílias, amortecendo uma recuperação pré-pandêmica nos gastos com atividades de lazer”, afirma o economista chefe de negócios da S&P Global, Chris Williamson.
“Enquanto isso, os fabricantes estão a cortar a produção em resposta a uma desaceleração preocupante nos pedidos, tanto no mercado doméstico como de exportação”, revela o mesmo economista.
No mês passado, o Banco de Inglaterra elevou as taxas de juro de 4,5% para 5%, e os mercados financeiros esperam um novo aumento para 5,2% durante a próxima semana. Já a inflação britânica, atingiu os 7,9% em junho, sendo a mais alta entre as principais economias.
A S&P Global sublinha que a perda de impulso foi mais severa na manufatura, que corresponde a cerca de 10% da produção económica, onde o PMI caiu para 45, o menos desde maio de 2020.
O PMI preliminar de serviços também caiu, de 53,7 para 51,5, o valor mínimo em seis meses, refletindo uma desaceleração nas compras de imóveis e gastos reduzidos de empresas e consumidores em serviços não essenciais.
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