O resultado líquido da Pharol no primeiro semestre de 2023 foi negativo em um milhão de euros, justificado por custos operacionais recorrentes em 1,3 milhões de euros, sendo parcialmente compensados com os ganhos de revalorização ao justo valor dos activos financeiros de tesouraria em 282 mil euros, e juros líquidos de 53 mil euros.
O resultado líquido consolidado no primeiro semestre de 2023 representa uma perda de 1,02 milhões de euros e reflete essencialmente custos operacionais.
No primeiro semestre de 2023, a Pharol vendeu mais uma parte da participação da Oi, culminando numa participação final de 0,18% da Oi (sem ações de tesouraria), revela a empresa.
Os capitais próprios da Pharol terminaram o semestre com um valor de 68,2 milhões de euros, o que traduz uma redução de 1,53 milhões de euros face a dezembro de 2022 , “refletindo o resultado negativo gerado no primeiro semestre de 2023 no montante de 1,02 milhões, e a desvalorização da participação na Oi em 3,86 milhões de euros parcialmente compensada pela alienação das ações no valor de 3,2 milhões e pelas variações cambiais de 0,15 milhões de euros”.
Em 30 de Junho de 2023, a Pharol detinha como principais ativos os instrumentos de dívida da Rio Forte Investments com um valor nominal de 897 milhões e atualmente valorizadas em 51,9 milhões, o investimento nas carteiras de ações e obrigações no valor de 9,9 milhões e 1.092.584 ações ordinárias da Oi, representativas de 0,18% do respetivo capital social (sem ações de tesouraria), com o valor de 217 mil euros.
Os instrumentos de dívida da Rio Forte, cujo processo de falência iniciado em dezembro de 2014 continua a decorrer nos tribunais do Luxemburgo, e a Pharol diz que mantêm-se avaliados pelo valor de recuperação de 5,79% do seu valor nominal e ascendem a 51,9 milhões de euros. “Durante o primeiro semestre de 2023 não se verificou nenhuma ocorrência relevante que justifique uma revisão do seu valor de recuperação”, acrescenta a empresa liderada por Luís Palha da Silva.
“Existem também, na sequência investimento efetuado na Rio Forte, outros processos abertos contra os ex-Administradores e o ex-Auditor externo que se encontram a decorrer nas instâncias portuguesas”, revela a ex-PT SGPS.
As carteiras de investimento que a Pharol subscreveu em agosto de 2022 são compostas por investimento em ativos financeiros que incluem maioritariamente grupos de ativos de Obrigações e Ações de empresas cotadas.
A empresa detalha ainda que em junho de 2023, o valor global destas carteiras ascende a 9,972 milhões de euros, tendo-se registado um incremento de 282 mil euros face a dezembro de 2022.
A história da relação entre a Pharol e a Oi
Foram nove anos em que a participação acionista da ex-PT SGPS na Oi se reduziu a quase pó. Começou em 31 de dezembro de 2014, onde após o aumento de capital da Oi realizado em 5 de maio de 2014, a Pharol passou a ter uma participação efetiva de 39,7% na Oi, incluindo uma participação que se encontrava classificada como ativo não corrente detido para venda, na sequência do contrato de permuta celebrado com a Oi em 8 de setembro de 2014 e executado em 30 de março de 2015, e a participação remanescente de 22,8% que se encontrava classificada como um investimento em empreendimentos conjuntos e associadas e consequentemente reconhecida de acordo com o método de equivalência patrimonial.
Após a execução da permuta, a Pharol passou a deter uma participação efetiva de 27,48% na Oi, correspondente à participação de 22,8%, acrescida de 4,7% decorrente da redução do número de ações em circulação da Oi.
Em 8 de outubro de 2015 na sequência da homologação da conversão voluntária de ações preferenciais em ações ordinárias de emissão da Oi, a Pharol passou a deter, direta e indiretamente através de subsidiárias 100% detidas, 183.662.204 ações ordinárias da Oi, representativas de 27,18% do capital social total da Oi (excluindo ações de tesouraria). O direito de voto da Pharol na Oi estava limitado a 15% do total de ações ordinárias.
No dia 20 de junho de 2016 a Oi entra em processo de Recuperação Judicial para a Oi.
A 20 Julho de 2018, após a homologação do aumento de capital da Oi previsto no Plano de Recuperação Judicial, através da conversão de dívida em ações, houve uma diluição da participação da Pharol na Oi para menos de 8%.
A 9 de Janeiro de 2019, no âmbito do aumento de capital por entrada de novos recursos, a Oi passou para um total de 5.954.205.001 ações representativas do seu capital social, com uma diluição da participação da Pharol na operadora de telecomunicações brasileira para menos de 4%, mesmo tendo acompanhado parcialmente o
referido aumento de capital.
A 2 de Abril de 2019, com a homologação de um acordo entre a Pharol e a Oi em 8 de janeiro de
2019, em que a Oi se comprometeu a ressarcir a empresa portuguesa dos prejuízos por danos sofridos através de ações da Oi e de recursos financeiros destinados à aquisição de ações da Oi subscritas no já referido aumento de capital, a Pharol passou a deter uma participação de 5,51% do capital social da Oi.
Durante o ano de 2020, a Pharol promoveu a venda de todas as ações preferenciais da Oi e uma pequena porção de ações ordinárias, resultando numa participação final de 5,37% do capital social da Oi. Em 2021, depois de voltar a vender uma parte das ações ordinárias da Oi, a Pharol ficou com uma posição de 5,38% da Oi (sem ações de tesouraria).
Já em 2022, a Pharol começou a implementar a sua estratégia de rotação de ativos, tendo alienado parte das suas ações da Oi e reduzido a sua participação para 2,2% da Oi (sem ações de tesouraria).
No primeiro semestre de 2023, a Pharol vendeu mais uma parte da participação da Oi, culminando numa participação final de 0,18% da Oi (sem ações de tesouraria), o que levou a um acréscimo do montante disponível líquido em tesouraria de 2,6 milhões de euros.
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