A crítica mais frequente à realização das Jornadas Mundiais da Juventude em Portugal incide nas verbas aplicadas pelo Governo e pelo município de Lisboa, comummente chamado de “dinheiro dos contribuintes”. Outros, exigem da Igreja uma ação mais congruente.
É legítimo e assumo que estou “fora de pé” porque não sou especialista em marketing e desenvolvimento de marca. E, apesar de ser economista, reconheço que será difícil calcular o impacto económico imediato.
Um evento que reabilita uma parte da cidade, que coloca o país no palco internacional durante alguns dias e que o dá a conhecer in loco a centenas de milhares de estrangeiros, futuros potenciais turistas, migrantes ou simplesmente com boas recordações, não me parece coisa pouca. Se é muito o dinheiro gasto, ainda não sabemos. As contas precisam ser feitas, mas a contestação também parece ser fundamentada apenas em simples “achismos”.
Talvez muitas críticas não tenham como origem um genuíno cuidado com os 35 milhões de euros, mas a aversão ao evento, à Igreja Católica e, em sentido mais lato, à religião. Os progressistas não gostam da Igreja, os conservadores não gostam do Papa progressista, os xenófobos não gostam de estrangeiros por cá, muitos ateus não gostam da religião e muitos socialistas não gostam de Carlos Moedas. Se calhar, as preocupações vêm daí.
Aproveitando a presença do Papa, o meu desejo é que as nossas ações resultem em mais tolerância e compreensão. Que deixemos as pessoas tentarem ser felizes e façamos também por o ser.



