Dólar a cair e ações a valorizar. Apesar da inflação ter subido nos EUA em julho, essa subida acabou por ser abaixo do esperado pelo mercado, o que acabou por ser bem recebido pelos mercados esta quinta-feira. De acordo com os analistas da XTB, os dados conhecidos não deverão ter grandes impactos na próxima reunião do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC na sigla em inglês) em setembro.
EUA: Inflação sobe menos do que esperado em julho para 3,2%
A inflação nos EUA voltou a acelerar em julho, embora menos do que esperado pelo mercado. A leitura do mês revelou uma taxa homóloga de 3,2%, uma subida em relação aos 3,0% de junho, mas menor do que a projetada, de 3,3%. Em cadeia, o índice de preços no consumidor (IPC) subiu 0,2%.
“A reação dos mercados acabou por ser dovish, com o dólar a cair e as ações a valorizar”, começou por referir a corretora XTB. Ainda assim, continuam estes analistas, “os dados publicados hoje não são claros se terão impacto na próxima reunião da FOMC de setembro, dado que a maior parte dos dados saíram em linha com o esperado”, destaca a corretora.
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Foi a primeira subida do indicador homólogo em 12 meses, numa altura em que os efeitos base da componente energética se dissiparam. Recorde-se que, depois do disparo do petróleo e gás natural nos mercados internacionais depois da invasão russa da Ucrânia em 2022, os preços estabilizaram após o pico de junho, pelo que a comparação homóloga deste mês já não revela uma descida considerável destes bens.
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