O banco central da Noruega, o Norges Bank, decidiu esta quinta-feira voltar a aumentar as taxas de juro: a subida foi de 25 pontos base, colocando assim o preço do dinheiro na casa dos 4%. O aumento foi menor do que o decidido em junho, quando o aumento foi de 50 pontos base.
“A taxa básica de juros está a ter um efeito restritivo e as pressões económicas estão a diminuir. A inflação nos preços ao consumidor caiu, mas permanece alta e bem acima da meta”, disse o órgão monetário em comunicado citado pela comunicação social. Por isso, o banco central daquele país exterior à União considera “necessária uma taxa de juros um pouco mais alta para que a inflação volte à meta”.
“A última declaração aponta para um viés cada vez mais neutro para os juros, com as autoridades a sugerirem novos aumentos se a fraqueza na coroa [norueguesa] regressar, ou cortes de juros mais suaves se a economia começar a reagir”, interpretam James Smith e Francesco Pesole, analistas do ING Economics, citados pelo jornal “El Economista”.
O banco central nórdico não deu previsões sobre as taxas de juro, mas no início do verão projetou-as em 4,25% no final do ano. Isso implica que resta apenas mais um aumento de 25 pontos-base para atingir o teto do preço do dinheiro no atual ciclo de restrições. “E não há razão para duvidar disso”, dizem Pesole e Smith.
“Dado que é provável que outros bancos centrais já tenham terminado de aumentar as taxas (como por exemplo a Reserva Federal norte-americana) ou estejam prestes a fazê-lo (o Banco Central Europeu), o impulso de continuar a subir para além de setembro provavelmente desaparecerá” na Noruega, concluem os especialistas do think tank ING.
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