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Chega quer estabelecer contribuição de solidariedade temporária sobre o sector bancário para apoio à habitação

Para o Chega “é importante fazer notar que este aumento dos preços das casas e do volume de empréstimos tem implicações importantes para a economia e a sociedade portuguesas”.
17 Agosto 2023, 12h41

O Chega deu entrada de um projecto-lei no sentido de estabelecer a contribuição de solidariedade temporária sobre o sector bancário destinada ao financiamento de programas de apoio à habitação.

“O custo da habitação continua a aumentar. Muitas famílias vêm a experienciar sérias dificuldades em encontrar imóveis disponíveis para arrendamento, ou conseguir obter crédito para a respetiva aquisição, a um preço suportável pelos respetivos orçamentos familiares”, aponta o partido liderado por André Ventura.

Para o Chega “é importante fazer notar que este aumento dos preços das casas e do volume de empréstimos tem implicações importantes para a economia e a sociedade portuguesas”.

“Por um lado, o aumento dos preços das casas tem contribuído para a desigualdade social, já que as pessoas com menores rendimentos enfrentam dificuldades crescentes para conseguir comprar uma casa. Por outro lado, o aumento do volume de empréstimos tem vindo a aumentar o endividamento das famílias e a criar vulnerabilidades financeiras”, destaca o partido.

Como tal, o Chega defende que o desafio passa por “encontrar formas de assegurar que o mercado imobiliário continue a funcionar eficientemente, enquanto ao mesmo tempo se minimizam os riscos associados ao aumento dos preços das casas e do volume de empréstimos”.

Assim sendo, o partido sugere a “criação da contribuição de solidariedade temporária sobre o sector da banca, para fazer face à escalada inflacionista de preços no setor da habitação”.


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