A bolsa de Lisboa está a perder 1% a meio da sessão desta quarta-feira, 30 de agosto, em resultado das quedas acentuadas que se verificam entre as cotadas do sector energético.
A EDP Renováveis tomba 5,56%, numa altura em que os títulos estão a ser negociados em 16,73 euros, ao mesmo tempo que a EDP recua 3%, agora em 4,231 euros por ação. Segue-se a Greenvolt, a perder 1,89%, até aos 6,215 euros, num dia que se afigura muito negativo para a cotação em bolsa das elétricas portuguesas.
Em sentido contrário segue a Mota-Engil, a subir 1,10%, para 2,75 euros, assim como o BCP, que se adianta 0,39% e está nos 0,256 euros.
Entre os mercados europeus o sentimento é maioritariamente negativo, ainda que forma mais ligeira. Entre as quedas, a liderança é do índice agregado Euro Stoxx 50, que derrapa 0,33%, para 4.312,25 pontos, seguido pela Alemanha, a regredir 0,30%, até aos 15.883,35 pontos. Segue-se França, a escorregar 0,22%, agora nos 7.357,34 pontos, ao mesmo tempo que Espanha perde 0,04%, para 9.577,37 pontos.
Por outro lado, Itália dá um salto de 0,18%, agora em 28.941,00 pontos, ao mesmo tempo que o Reino Unido ganha 0,38%, até aos 7.493,50 pontos.
Nas commodities, o brent está 0,51% mais caro do que no início da sessão, agora em 85,34 dólares por barril, ao mesmo tempo que o crude sobe 0,64%, com o barril a ser negociado em 81,68 dólares.
“A maioria das principais bolsas europeias negoceia em baixa. A indicação de que a inflação em Espanha subiu mais que o esperado em agosto e que em alguns estados alemães também se situou acima do previsto, deixando a antever que a inflação germânica poderá ter-se situado acima dos 6% que o mercado estava a antecipar (a saber às 13h de Lisboa), levou a uma inversão do otimismo de arranque de sessão, onde se mostravam animadas pelos ganhos de ontem em Wall Street, em especial no setor Tecnológico”, de acordo com a análise do departamento de mercados acionistas do Millenium Investment Banking.
“O setor das utilities enfrenta um ambiente particularmente adverso, perante o tombo da Orsted em reação ao fraco outlook e divulgação de imparidades no seu portfolio dos EUA. Isto afeta empresas do setor como a EDP Renováveis, que tem muita presença naquele país” e, nessa medida, arrasta consigo a EDP e castiga ainda “o sentimento sobre a Greenvolt”.
“O PSI acaba assim por ser o mais penalizado. Mais logo os investidores devem prestar especial atenção aos dados de criação de emprego por parte das empresas nos EUA”, alertam os mesmos analistas.
Artigo atualizado às 13h08 com alteração do título
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