O presidente Donald Trump confirmou, esta sexta-feira, que não irá marcar presença no dia de tomada de posse do presidente eleito Joe Biden e da vice Kamala Harris, no dia 20 de janeiro. É a primeira vez em mais de 150 anos que um presidente que termina o mandato se recusa a participar nesta cerimónia, que simboliza uma passagem pacífica de poder. Apenas três não compareceram: John Adams, John Quincy Adams (filho do primeiro) e Andrew Johnson.
O anuncio foi feito esta tarde na rede social Twitter, onde o inquilino da Casa Branca escreveu:
“Para aqueles que perguntaram, eu não estarei presente no dia de Inauguração [tomada de posse] no dia 20 de janeiro”, assinalou.
To all of those who have asked, I will not be going to the Inauguration on January 20th.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) January 8, 2021
A publicação surge depois de Donald Trump ter publicado um vídeo com quase três minutos onde condena a invasão do Capitólio concretizada por alguns dos seus apoiantes na quarta-feira.
O ainda chefe de Estado dirigiu-se diretamente aos manifestantes que participaram em atos de violência na invasão ao Capitólio, avisando-os de que “não representam o país” e que “se quebraram a lei, vão pagar”. Num tom diferente do apresentado até agora, o presidente apela à “tranquilidade”.
Apesar de continuar a criticar as eleições, sugerindo até uma reforma das leis relativas ao processo eleitoral, Donald Trump assumiu que o Congresso tinha certificado os resultados e que, por isso, está “focado em assegurar uma transição estável e ordeira de poder”:
“Este momento pede reconciliação”, frisou.
Enquanto Joe Biden e Kamala Harris não tomam posse, os democratas — que controlam a Câmara de Representantes e agora, o Senado — estão a estudar a hipótese de invocar a 25º emenda e avançar com um processo de destituição de Donald Trump.
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