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Ações da Alibaba caem depois de saída de antigo CEO da unidade de cloud

O gigante chinês tecnológico viu o seu antigo diretor executivo sair inesperadamente, isto dois meses depois de se ter dedicado exclusivamente à unidade de computação em nuvem e antes de uma oferta pública inicial que tem gerado interesse e apreensão.
alibaba
Chance Chan / Reuters
11 Setembro 2023, 09h25

As ações da Alibaba estão em queda depois de ser sabido que o antigo diretor executivo do grupo, Daniel Zhang, havia renunciado à liderança da unidade de computação em nuvem poucos meses após a ter assumido.

A gigante chinesa do comércio eletrónico tem na sua Cloud Intelligence Group a segunda maior fonte de receitas, sendo crítica para outras funcionalidades oferecidas, como chatbots e aplicações de mensagens instantâneas. Apenas dois meses após ter abandonado outras funções para se dedicar exclusivamente à parte em nuvem da Alibaba, Zhang abandona o cargo.

Será Eddie Wu, o diretor executivo do grupo, a assumir a liderança da unidade de computação em cloud, que tem desiludido em termos de receitas. Recorde-se que a Alibaba prepara uma oferta pública inicial para o final do ano, algo que está a gerar alguma expectativa entre investidores, mas também alguma cautela pela possibilidade de ondas regulatórias, dado o manancial de informação com que a empresa lida.

O anúncio deste domingo não deverá ajudar a tranquilizar os investidores, projetam os analistas financeiros. Sinal disso foi a queda do título nas bolsas, chegando a perder 4,4%.

Zhang havia assumido a unidade de computação em nuvem em julho, depois de a descrever como um falhanço completo da empresa que presidira até então. Depois de se demitir da Alibaba, o executivo irá liderar um fundo de investimento ligado ao ramo tecnológico.

Já Eddie Wu, um dos 18 fundadores originais do grupo, assume a paste de CEO da empresa além de ficar como diretor interino da unidade que Zhang abandona. Visto como um homem da confiança de Jack Ma, Wu pode trazer algumas ideias e sangue novo ao ramo, antecipam analistas citados pela ‘Reuters’.

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