Na União Europeia (UE) a taxa de emprego para as pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 64 anos situou-se nos 75,4%, no segundo trimestre do ano, um valor que fica acima dos 75,3% registados no primeiro trimestre, segundo dados do Eurostat.
No mesmo período, a margem disponível total do mercado de trabalho da UE, que representa a necessidade de trabalho não satisfeita, ascendeu a 23,9 milhões de pessoas, o que representa 11,2% da população ativa alargada no segundo trimestre. No entanto, este valor é inferior aos 11,3% registados no primeiro trimestre do ano.
Cerca de 11,9 milhões de pessoas estavam desempregadas no segundo trimestre de 2023 e a taxa de desemprego na UE ficou em 5,7%, abaixo do valor registado no primeiro trimestre. Os trabalhadores a tempo parcial subempregados representavam 2,4% da população ativa, a população que estava disponível para trabalhar mas que não procuravam emprego representavam 2,5% e a população que procurava ativamente trabalho mas não estava disponível para trabalhar representavam 0,8%.
Em comparação com o primeiro trimestre do ano, entre os estados-membros, a margem disponível no mercado de trabalho diminuiu em 16 países, no segundo trimestre. Na Itália permaneceu estável e aumentou em dez países. As maiores diminuições foram sentidas na Grécia, Espanha e Croácia.
A taxa de emprego alterou-se entre o primeiro trimestre e o segundo trimestre, em todos os estados-membros, exceto na Estónia, onde permaneceu estável. Já as maiores diminuições foram registadas na Bulgária, Bélgica e Roménia. Em contrapartida, os maiores aumentos de emprego foram sentidos na Eslovénia, Portugal e Letónia.
Cerca de 6,7 milhões de pessoas estavam desempregadas no segundo trimestre de 2023, enquanto que 3,1 milhões passaram a estar a trabalhar e 3,2 milhões deixaram o mercado de trabalho. De todas as pessoas que estavam inicialmente empregadas, 196,3 milhões permaneceram empregadas, enquanto que 2,5 milhões foram registadas como desempregadas no segundo trimestre do ano e 5,2 milhões saíram da força de trabalho.
A Dinamarca, os Países Baixos, a Alemanha e a Estónia foram os únicos países que apresentaram uma saída de 50% de pessoas do desemprego para o emprego. Já na Bulgária, Grécia, Eslováquia e Roménia menos de 25% das pessoas que estavam desempregadas em 2021 encontraram emprego em 2022. As saídas do desemprego para a saída do mercado foram particularmente elevadas em Itália, na Polónia, na Bélgica e na Estónia.
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