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Economista do Citigroup duvida do retorno da inflação a 2% em breve

Confrontados com o dilema entre inflação e crescimento, os bancos centrais ocidentais favorecerão o segundo, atrasando o retorno ao objetivo de 2% na inflação, projeta Jim McCormick.
25 Setembro 2023, 10h26

O líder de análise macro do Citigroup, Jim McCormick, teme que a inflação demore mais do que previsto a voltar aos 2% na zona euro, sobretudo face ao atual ambiente de crescimento anémico. O economista vê ainda fragilidades estruturais profundas na economia chinesa, além de lembrar o renovar das tensões com nova subida das cotações internacionais de petróleo.

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Em entrevista à revista espanhola ‘Cinco Días’, McCormick argumentou que, confrontados com o dilema inflação-crescimento, os bancos centrais ocidentais optarão por adiar o retorno aos 2% de inflação, favorecendo o estímulo à atividade. Por outro lado, e apesar de identificar fragilidades, a probabilidade de uma recessão profunda como em 2008 não se afigura elevada.

“Os balanços das famílias e empresas são bastante sólidos e os bancos estão bem capitalizados. O meu cenário base é que nos estamos a preparar para crescimentos persistentemente fracos porque a política monetária parece rígida o suficiente para causar menos crescimento este ano e no próximo”, projetou.

Do outro lado do Atlântico, McCormick não se mostra demasiado preocupado com o elevado rácio de dívida pública norte-americana, defendendo que “os países mais ricos surpreendem” pela capacidade de gerir grandes níveis de endividamento.

Já na China, os problemas estruturais são muitos e causa de preocupação. O economista vê a segunda maior economia do mundo a sofrer com a menor integração com a Europa e EUA, argumentando que a janela para atingir 5% de crescimento este ano já fechou.


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