O líder de análise macro do Citigroup, Jim McCormick, teme que a inflação demore mais do que previsto a voltar aos 2% na zona euro, sobretudo face ao atual ambiente de crescimento anémico. O economista vê ainda fragilidades estruturais profundas na economia chinesa, além de lembrar o renovar das tensões com nova subida das cotações internacionais de petróleo.
CFP prevê queda da taxa de inflação para 5,2% este ano
Em entrevista à revista espanhola ‘Cinco Días’, McCormick argumentou que, confrontados com o dilema inflação-crescimento, os bancos centrais ocidentais optarão por adiar o retorno aos 2% de inflação, favorecendo o estímulo à atividade. Por outro lado, e apesar de identificar fragilidades, a probabilidade de uma recessão profunda como em 2008 não se afigura elevada.
“Os balanços das famílias e empresas são bastante sólidos e os bancos estão bem capitalizados. O meu cenário base é que nos estamos a preparar para crescimentos persistentemente fracos porque a política monetária parece rígida o suficiente para causar menos crescimento este ano e no próximo”, projetou.
Do outro lado do Atlântico, McCormick não se mostra demasiado preocupado com o elevado rácio de dívida pública norte-americana, defendendo que “os países mais ricos surpreendem” pela capacidade de gerir grandes níveis de endividamento.
Já na China, os problemas estruturais são muitos e causa de preocupação. O economista vê a segunda maior economia do mundo a sofrer com a menor integração com a Europa e EUA, argumentando que a janela para atingir 5% de crescimento este ano já fechou.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com