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BAD apoia Senegal com 60 milhões e Ruanda com 230 milhões

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai financiar o Senegal com 60 milhões de euros, para apoiar o país no cumprimento do Programa de Desenvolvimento Comunitário de Emergência e aprovou ainda um empréstimo de 266 milhões de dólares (230 milhões de euros) ao Ruanda, para financiar o programa de reforço da fiabilidade do fornecimento elétrico no país.
2 Outubro 2018, 21h39

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai financiar o Senegal com 60 milhões de euros, para apoiar o país no cumprimento do Programa de Desenvolvimento Comunitário de Emergência, segundo nota da instituição a que a Lusa teve hoje acesso.

Na altura do lançamento do Programa de Desenvolvimento Comunitário de Emergência pelo Governo do Senegal, em 2015, BAD contribuiu com 43,8 milhões de euros.

O empréstimo de 60 milhões de euros integra uma segunda fase do programa, que contará ainda com o apoio do banco islâmico de desenvolvimento e do Fundo Saudita para o Desenvolvimento, totalizando 162,03 milhões de euros.

Implantada ao longo de quatro anos, esta segunda fase irá abranger 12 regiões do país e três milhões de pessoas, metade das quais de forma direta.

De acordo com o comunicado divulgado pelo BAD, o programa contempla a instalação de 109 empresas agrícolas rurais, a criação de 109 perímetros hortícolas, a construção de 105 poços e 710 quilómetros de estradas rurais. Também está prevista a instalação de 76 centrais solares e a instalação de 1.023 quilómetros de redes elétricas de média e baixa tensão, além da construção de 70 postos de saúde inteiramente equipados.

O projeto pretende diminuir a taxa de pobreza de 67% para 54%, a taxa de mortalidade infantojuvenil de 51% para 25% e a desnutrição crónica de 21% para 8%.

“Temos como alvo as áreas mais desfavorecidas, onde o acesso aos serviços sociais é limitado”, indicou Serge N’Guessen, diretor-geral adjunto do banco para a África Ocidental.

A primeira fase do projeto, entre julho de 2015 e dezembro de 2017, apresentou resultados convincentes, com a eletrificação de 299 aldeias, a instalação de 52 centrais fotovoltaicas e 127 sistemas de abastecimento de água potável para mais de 300.000 pessoas.

Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um empréstimo de 266 milhões de dólares (230 milhões de euros) ao Ruanda, para financiar o programa de reforço da fiabilidade do fornecimento elétrico no país.

O projeto, segundo informação do BAD consultada hoje pela Lusa, pretende ainda expandir o acesso à eletricidade e transformar o país numa Economia voltada para a exportação.

Aprovado na quinta-feira, dia 27 de setembro, o financiamento será canalizado para a segunda fase do Programa de Ampliação do Acesso à Eletricidade (SEAP II, em inglês) naquele país da África Oriental.

Em 2013, o Ruanda recebeu 46 milhões de dólares (cerca de 39,7 milhões de euros ao câmbio atual) para a primeira fase do projeto, que está 90% concluída e adiantada face às previsões, adianta a informação do BAD.

O montante aprovado na quinta-feira divide-se entre um empréstimo de 192 milhões de dólares (166 milhões de euros) garantido pelo BAD e um crédito de 74 milhões de dólares (64 milhões de euros) do Fundo Africano de Desenvolvimento.

De acordo com o BAD, o valor total do fundo representa 8,2% dos 3.300 milhões de dólares (2.853 milhões de euros) alocados pelo Governo do Ruanda para o Plano Estratégico do Setor da Energia.

A contribuição do BAD irá durar três anos fiscais, até 2021/2022.

O fundo deverá sustentar a construção de 795 quilómetros de linha de média tensão e 7.317 quilómetros de linha de baixa tensão, o que, segundo o BAD, “vai permitir uma maior conetividade no país e iluminar comunidades que anteriormente não tinham serviços elétricos”.

O BAD afirma ainda que nos últimos sete anos, o acesso geral a eletricidade no Ruanda mais que duplicou, passando de 18% para 44%, valor registado no final de julho de 2018.

Para alcançar o acesso universal, meta prevista para 2024, o país pretende usar uma combinação de soluções dentro e fora da rede elétrica, incluindo sistemas solares domésticos.

Segundo o vice-presidente do banco para as áreas da Energia e das Alterações Climáticas, Amadou Hott, o programa vai viabilizar 193.000 ligações dentro da rede e 124.000 ligações fora da rede energética.

O empréstimo para o SEAP II integra a estratégia a 10 anos do BAD (2013-2022) e o atual Papel Estratégico para o Ruanda.

Com esta operação, o valor total investido pelo BAD no setor energético no Ruanda subiu para 450 milhões de dólares (389 milhões de euros), distribuídas por oito operações, três das quais implementadas em conjunto com Estados vizinhos.

BAD financia reforço da rede elétrica no Ruanda com 230 milhões

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou ainda um empréstimo de 266 milhões de dólares (230 milhões de euros) ao Ruanda, para financiar o programa de reforço da fiabilidade do fornecimento elétrico no país.

O projeto, segundo informação do BAD consultada hoje pela Lusa, pretende ainda expandir o acesso à eletricidade e transformar o país numa Economia voltada para a exportação.

Aprovado na quinta-feira, dia 27 de setembro, o financiamento será canalizado para a segunda fase do Programa de Ampliação do Acesso à Eletricidade (SEAP II, em inglês) naquele país da África Oriental.

Em 2013, o Ruanda recebeu 46 milhões de dólares (cerca de 39,7 milhões de euros ao câmbio atual) para a primeira fase do projeto, que está 90% concluída e adiantada face às previsões, adianta a informação do BAD.

O montante aprovado na quinta-feira divide-se entre um empréstimo de 192 milhões de dólares (166 milhões de euros) garantido pelo BAD e um crédito de 74 milhões de dólares (64 milhões de euros) do Fundo Africano de Desenvolvimento.

De acordo com o BAD, o valor total do fundo representa 8,2% dos 3.300 milhões de dólares (2.853 milhões de euros) alocados pelo Governo do Ruanda para o Plano Estratégico do Setor da Energia.

A contribuição do BAD irá durar três anos fiscais, até 2021/2022.

O fundo deverá sustentar a construção de 795 quilómetros de linha de média tensão e 7.317 quilómetros de linha de baixa tensão, o que, segundo o BAD, “vai permitir uma maior conetividade no país e iluminar comunidades que anteriormente não tinham serviços elétricos”.

O BAD afirma ainda que nos últimos sete anos, o acesso geral a eletricidade no Ruanda mais que duplicou, passando de 18% para 44%, valor registado no final de julho de 2018.

Para alcançar o acesso universal, meta prevista para 2024, o país pretende usar uma combinação de soluções dentro e fora da rede elétrica, incluindo sistemas solares domésticos.

Segundo o vice-presidente do banco para as áreas da Energia e das Alterações Climáticas, Amadou Hott, o programa vai viabilizar 193.000 ligações dentro da rede e 124.000 ligações fora da rede energética.

O empréstimo para o SEAP II integra a estratégia a 10 anos do BAD (2013-2022) e o atual Papel Estratégico para o Ruanda.

Com esta operação, o valor total investido pelo BAD no setor energético no Ruanda subiu para 450 milhões de dólares (389 milhões de euros), distribuídas por oito operações, três das quais implementadas em conjunto com Estados vizinhos.


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