Azad Zangana, Senior European Economist and Strategist na Schroders, afirmou que a decisão tomada hoje pelo Banco Central Europeu (BCE) de não mexer nas taxas de juro pode marcar o fim da subida das taxas de juro.
“A decisão de não aumentar a restritividade das políticas foi tomada em resposta ao enfraquecimento da economia da zona euro, uma vez que os fabricantes se debatem com a diminuição da procura interna e externa, enquanto as empresas de serviços também registam um abrandamento da atividade”, sublinha Azad Zangana.
A mexida nas taxas de juro tem sido a resposta que o BCE tem dado às taxas de inflação elevadas, sendo que este ano o BCE já subiu as taxas dez vezes consecutivas, dando agora um descanso.
Esta decisão está relacionada com as descidas sentidas em geral nas taxas de inflação dos países e da Zona Euro, que em outubro estava nos 10,6% e que agora atingiu os 4,3% em setembro. “Grande parte desta queda foi causada pelo facto de o impacto dos preços mais elevados da energia no ano passado ter sido eliminado da comparação anual dos preços. Prevê-se que a inflação continue a descer, mas a presidente do BCE, Christine Lagarde, sugere que os riscos se inclinavam para uma inflação mais elevada”, salienta Azad Zangana.
Apesar de deixar as taxas de juro intocáveis, Christine Lagarde deixou claro que “prevê que a inflação se mantenha demasiado elevada durante demasiado tempo e as pressões internas sobre os preços continuam fortes”.
“Olhando para o futuro, é provável que a próxima ação política gire em torno do balanço do BCE e do ritmo da redução do apoio. A pressão ascendente sobre os rendimentos das obrigações nos últimos tempos foi atribuída a “fatores externos”, mas é evidente que o BCE continua a ter em conta a capacidade dos países, nomeadamente da Itália, para se financiarem de forma acessível e ordenada”, conclui Azad Zangana.
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