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Centeno agiu “com reserva exigível” e “cumpriu deveres gerais” do Banco de Portugal

“No plano objetivo, os desenvolvimentos político-mediático subsequentes podem trazer danos à imagem do Banco”, nota o parecer do Comité de Ética. Ainda assim, Mário Centeno cumpriu com os seus deveres enquanto Governador do Banco de Portugal.
15 Novembro 2023, 08h37

A Comissão de Ética do Banco de Portugal defende que o Governador da instituição, Mário Centeno “agiu com a reserva exigível nas concretas circunstâncias nele descritas e cumpriu os seus deveres gerais de conduta como membro do Conselho de Administração”.

Ainda assim, e segundo o parecer do Comité, “no plano objetivo, os desenvolvimentos político-mediático subsequentes podem trazer danos à imagem do Banco”.

No documento do parecer, disponibilizado pelo BdP, lê-se que “a defesa da instituição é ainda mais relevante num período como o atual, pelo que a Comissão sublinha a importância dos principais que enformam os normativos em vigor e recomenda que o Governador, a Administração e o Banco de Portugal no seu todo continuem empenhados na salvaguarda da imagem e reputação do Banco de Portugal”.

Desta forma, o “Conselho de Administração considera que sempre estiveram reunidas as condições de independência do Banco de Portugal e dos seus órgãos para o exercício das suas competências”.

De relembrar que o Comité de Ética foi chamado a intervir depois de Mário Centeno ter dito, ao “Financial Times”, que António Costa o convidou a pensar para este assumir o Governo socialista após a sua demissão no âmbito da Operação Influencer.

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