A Comissão de Ética do Banco de Portugal defende que o Governador da instituição, Mário Centeno “agiu com a reserva exigível nas concretas circunstâncias nele descritas e cumpriu os seus deveres gerais de conduta como membro do Conselho de Administração”.
Ainda assim, e segundo o parecer do Comité, “no plano objetivo, os desenvolvimentos político-mediático subsequentes podem trazer danos à imagem do Banco”.
No documento do parecer, disponibilizado pelo BdP, lê-se que “a defesa da instituição é ainda mais relevante num período como o atual, pelo que a Comissão sublinha a importância dos principais que enformam os normativos em vigor e recomenda que o Governador, a Administração e o Banco de Portugal no seu todo continuem empenhados na salvaguarda da imagem e reputação do Banco de Portugal”.
Desta forma, o “Conselho de Administração considera que sempre estiveram reunidas as condições de independência do Banco de Portugal e dos seus órgãos para o exercício das suas competências”.
De relembrar que o Comité de Ética foi chamado a intervir depois de Mário Centeno ter dito, ao “Financial Times”, que António Costa o convidou a pensar para este assumir o Governo socialista após a sua demissão no âmbito da Operação Influencer.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com