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Espanha: Pedro Sánchez enfrenta duas eleições problemáticas

Primeiro na Catalunha a 12 de maio e de seguida no País Basco a 21 de abril. As eleições nas autonomias têm tudo para impactar de forma muito negativa um executivo em crise constante.
22 Março 2024, 19h00

Numa altura em que a política interna em Espanha passa por um momento de grande crispação, o presidente do governo, o socialista Pedro Sánchez, enfrenta dois momentos eleitorais que podem impactar de forma decisiva sobre o futuro do seu executivo: na Catalunha a 12 de maio e no País Basco a 21 de abril. Diogo Noivo, analista de política internacional e especialista em Espanha, disse ao JE que as duas eleições regionais têm tudo para correr mal a Sánchez. Por uma razão: tanto na Catalunha como no País Basco, os partidos independentistas que apoiam o governo são, do ponto de vista regional, concorrentes entre si. Sucede isso entre a Esquerda Republicana da Catalunha (de esquerda) e o Junts per Catalunya (de direita), como entre o Partido Nacionalista Basco (de direita) e o Bildu (de esquerda).

Num quadro em que todos estes partidos independentistas concorrem entre si nas regiões de que são oriundos, pode dar-se o caso – muito provável – de o vencedor precisar do apoio dos socialistas para formar governo. O que quer dizer que o PSOE (ou o PSC no caso da Catalunha) ter de escolher apoiar a ERC em detrimento do Junts (ou vice-versa) e o PNB em detrimento do Bildu (ou vice-versa).

A tensão sobre a coligação nacional é evidente. Para Diogo Noivo, “o PSOE governa em grande medida com o apoio dos dois partidos separatistas catalães. Basta que um deixe de apoiar Sánchez para a maioria acabar. Vai ser o ano em que se perceberá se a maioria de Pedro Sánchez dura ou não. São dois momentos potencialmente mortais para a maioria do PSOE”.

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