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Ucrânia: F-16 prestes a cruzarem os céus. Mas isso fará a diferença?

Ucranianos tentam aumentar as hipóteses de vencerem a guerra com o recurso à aviação. Vlladimir Putin faz o mesmo, mas usando um avião civil para visitar a Coreia do Norte e o Vietname.
21 Junho 2024, 18h00

Se o calendário inicialmente previsto tivesse sido cumprido, os primeiros aviões de combate F-16 teriam chegado à Ucrânia em janeiro passado – vindos da Dinamarca, que entretanto suspendeu a entrega – mas parece certo que estarão a sobrevoar os telhados dos edifícios ucranianos em julho próximo, na companhia dos MiG-29 Fulcrum e dos Su-27 Flanker. Do outro lado da fronteira, estarão principalmente os Su-35 Flanker e os MiG-31, acompanhados pelo caça-bombardeiro Su-34.

Vários analistas colocam a questão de se saber que tipo de oportunidades abrirá a presença dos F-16 em território ucraniano. Desde logo, porque é suposto os aviões fazerem inversão de marcha quando chegarem às bordas da fronteira – é esse, pelo menos, o posicionamento dos países europeus fornecedores da aeronave. Por outro lado, os dois anos e meio de guerra não têm sido marcados por confrontos entre aviões, nem mesmo pelo seu uso frequente. Os drones – sejam eles de que tipo forem: suicidas, de espionagem ou transportando armas das mais diversas – tomaram a posse dos céus. As defesas anti-aéreas são das armas mais usadas no conflito. Ou seja, as duas partes estão capazes de lidarem com o aumento de qualquer ameaça aérea, o que de algum modo pode tirar eficácia à sua utilização.

Há de qualquer modo um elemento psicológico que importa reter, dizem os analistas: o facto de, depois de muita insistência de Kiev, os F-16 estarem finalmente disponíveis para cruzarem os céus da Ucrânia deixa na caixa postal do Kremlin uma mensagem óbvia de apoio sem reservas dos aliados europeus.

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