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Wall Street começa o ano a refletir arrefecimento da economia mundial

A conjuntura económica internacional está a penalizar a primeira sessão do ano. A produção fabril chinesa contraiu-se pela primeira vez em 19 meses, devido à guerra comercial entre os EUA e a China. Na zona euro, a indústria de transformação caiu pelo quinto mês consecutivo.
Reuters
2 Janeiro 2019, 14h38

Os três principais índices da bolsa de Nova entraram em 2019 a negociar em terreno negativo e estão a desvalorizar mais de 1%, depois de os dados económicos da China e da União Europeia terem dado sinais de que o arrefecimento da economia mundial já começou.

O S&P 500 perde 1,37%, para 2.472,54 pontos ; o industrial Dow Jones cede 1,15%, para 23.060,03 pontos; e o tecnológico Nasdaq cai 1,68%, para 6.223,42 pontos.

Segundo noticia a Reuters, a conjuntura económica internacional penalizou a primeira sessão do ano. A produção fabril chinesa contraiu-se pela primeira vez em 19 meses, devido à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Também na zona euro, a indústria de transformação caiu pelo quinto mês consecutivo, e está agora nos níveis de fevereiro de 2016.

À Agência Reuters, o analista de mercados da Think Markets UK, em Londres, Naeem Aslam, explicou que os “investidores estão preocupados com o crescimento económico em 2019, e estão pôr-se à margem do mercado, devido à falta de confiança, ou optam por colocar o capital em ativos de baixo risco”.

A nível interno, nos EUA, a marcar a ordem do dia está a reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e os líderes do congresso dos partidos Democrata e Republicano, com vista a encerrar com o shutdown do governo, embora tal não seja uma certeza. O shutdown começou há 12 dias.

Nas empresas, destaque para a Tesla, de Elon Musk, que está a desvalorizar 10% depois da empresa ter registado abaixo do esperado no último quarto do ano de 2018.

No setor tecnológico, que tem vindo a perder gás nos últimos meses, a Apple está perder 2% depois de a Citi ter revisto em baixa a produção de iPhones.

O setor bancário também está a ser penalizado. As ações do JP Morgan Chase estão ceder 0,4%, os títulos do Bank of America desvalorizam 0,8% e a Goldman Sachs recua 0,7%.

Nas matérias-primas, o “ouro-negro” está a desvalorizar. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, referência mundial e para o mercado europeu, está a perder 1,25%, para 53,13 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, referência para o mercado norte-americano, está a perder 1,72%, para 44,63 dólares.

(atualizada às 15h06)


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