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Grupo EDP regista perdas expressivas e PSI encerra no ‘vermelho’

As cotadas do grupo destacam-se entre as descidas mais acentuadas da sessão, acompanhadas por BCP e Mota-Engil. O sentimento negativo espalhou-se pelas principais congéneres europeias, castigadas pela China.
12 Novembro 2024, 17h07

A bolsa de Lisboa acompanhou o sentimento negativo que se viveu na generalidade das bolsas europeias na sessão desta terça-feira. O grupo EDP guiou as perdas, acompanhado pelo BCP e Mota-Engil.

A descida mais acentuada foi protagonizada pelas ações da EDP Renováveis, que desvalorizaram 3,97%, até aos 10,64 euros, ao passo que a EDP recuou 2,19% para 3,348 euros. A Mota-Engil perdeu 3,03% e ficou-se pelos 2,564 euros, enquanto o BCP tombou 2,32% para 0,443 euros.

No ‘verde’, as subidas foram poucas, lideradas pela Jerónimo Martins, cujos títulos subiram 1,08% e alcançaram 18,72 euros.

Entre os mais importantes índices europeus, registaram-se perdas de 2,69% em França, 2,24% no índice agregado Euro Stoxx 50, 2,13% na Alemanha, 2,11% em Itália, 1,79% em Espanha e 1,25% no Reino Unido. O sentimento negativo está ligado à ideia de que os estímulos económicos lançados pela China não são suficientes para relançar a atividade.

Nos futuros do mercado petrolífero há leves subidas, com o Brent a avançar 0,36% para os 72,09 dólares por barril, ao passo que o crude sobe 0,40% e o barril atinge os 68,31 dólares.

No mercado cambial, o euro recua 0,52% face ao dólar, pelo que um euro está a ser negociado por 1,0599 dólares.

“As bolsas europeias viveram uma sessão mais negativa, com as quedas a ultrapassarem os 2% na maioria dos índices e a chegarem aos 2,7% no CAC. A evolução recente do Stoxx 600 mostra alguma fadiga desde setembro, a avaliar pela diminuição da pressão compradora que é visível em indicadores como o RSI (que meda a força dos movimentos)”, assinala-se na análise do departamento de Mercados Acionistas do Millenium Investment Banking.

“Ainda assim, neste momento continuam intactas as tendências ascendentes de médio e longo prazo. Os investidores estão a avaliar o potencial das medidas de estímulo na China, que até ao momento parecem considerar insuficientes para colocar o mercado imobiliário e a economia de volta do trilho de crescimento desejado”, pode ler-se.

“O reflexo foi visível em setores como o de recursos Naturais e o de Bens de Luxo, mais dependentes do gigante asiático. À hora de fecho das praças no velho continente Wall Street seguia em leve baixa, mas com S&P500, Dow Jones e Nasdaq 100 junto ao seu valor recorde”, apontam os analistas.

Os mesmos acrescentam ainda que “é natural que haja aqui uma espécie de stand by até se conhecer a evolução da inflação nos EUA em outubro, que chega amanhã pelas 13h30 de Lisboa”.


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