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Padre e falsas freiras acusados de crimes de escravidão

“Os arguidos tinham como alvo jovens de raízes humildes, com poucas qualificações ou emocionalmente fragilizadas e com pretensão a integrarem uma comunidade espiritual de raiz católica, piedosas e tementes a Deus”, de acordo com a acusação do Ministério Público.
29 Maio 2019, 08h17

A Fraternidade Missionária de Cristo Jovem (enquanto IPSS), o padre Joaquim Malheiro e três mulheres que se faziam passar por freiras estão acusados de nove crimes de escravidão praticados há mais de 30 anos, revela esta quarta-feira o “Público”.

O caso foi denunciado em 2015, aconteceu na freguesia de Requião, em Vila Nova de Famalicão, e envolve Maria Arminda Costa, Maria Isabel Silva, Joaquina Carvalho e o referido padre Joaquim Milheiro, de 87 anos.

“Os arguidos tinham como alvo jovens de raízes humildes, com poucas qualificações ou emocionalmente fragilizadas e com pretensão a integrarem uma comunidade espiritual de raiz católica, piedosas e tementes a Deus”, de acordo com a acusação do Ministério Público.

Segundo a informação divulgada pelo mesmo jornal, a justiça aponta “agressões físicas, injúrias, pressões psicológicas, tratamentos humilhantes”, bem como “castigos, trabalhos pesados, escassez de alimentação, negação de cuidados médicos e medicamentosos e restringimento da liberdade”.


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