O Banco de Portugal anunciou esta terça-feira em comunicado a reserva contracíclica de fundos próprios para os bancos cumprirem no 1.º trimestre de 2026.
A percentagem da reserva contracíclica de fundos próprios é fixada em 0,75% a partir de 1 de janeiro de 2026. A nova reserva de capital contracíclica de 0,75% incidirá sobre a exposição dos bancos ao setor privado não financeiro em Portugal.
A notícia desta nova almofada contracíclica já era conhecida e foi anunciada pelo Banco de Portugal no final de 2024 quando a instituição era liderada por Mário Centeno.
O Banco de Portugal considera que este aumento da reserva contracíclica sobre as instituições de crédito não vai afetar a sua capacidade de conceder empréstimos.
“Esta decisão foi tomada por deliberação do Conselho de Administração do Banco de Portugal, tendo sido consultado o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros”, refere o supervisor bancário.
A percentagem de reserva contracíclica de fundos próprios, revista trimestralmente, aplica-se a todas as instituições de crédito, sediadas em Portugal, com posições em risco de crédito sobre o setor privado não financeiro nacional.
A reserva contracíclica está em vigor desde 2016 mas foi sempre de 0%, o que na prática significa que nunca teve impacto no capital dos bancos.
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