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DBRS melhora rating da dívida de longo-prazo da CGD

Agência de notação financeira canadiana subiu o rating da CGD para ‘BBB’, o que significa que o banco liderado por Paulo Macedo tem capacidade “aceitável” para cumprir com as obrigações financeiras nos termos em que estas foram definidas. Redução do malparado e regresso aos lucros em 2018 sustentaram a melhoria do rating.
Cristina Bernardo
3 Junho 2019, 10h06

A agência de rating DBRS melhorou a dívida de longo-prazo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para ‘BBB’. Em causa está a dívida de longo-prazo, isto é, com devolução de capital em pelo, menos, doze meses.

Segundo a escala da DBRS, o rating ‘BBB’ significa que a CGD tem não apenas crédito de qualidade adequada, mas também tem a capacidade “aceitável” para cumprir com as obrigações financeiras nos termos em que estas foram definidas. No entanto, o banco liderado por Paulo Macedo pode vir a demonstrar alguma vulnerabilidade em relação a eventos futuros.

Em comunicado enviado esta segunda-feira, a DBRS referiu que o rating da dívida de longo-prazo da CGD refletiu o progresso do banco público em reduzir o malparado e os lucros apresentados no último trimestre.

A redução do malparado (da sigla inglesa, NPL) foi realizada pela combinação de vendas dos ativos não performantes, write-offs e recuperação de créditos. Desde 2016, altura em que a carteira de malparado da CGD ascendeu a 10,6 mil milhões de euros, a equipa liderada por Paulo Macedo reduziu o stock de NPL para metade.  No primeiro trimestre de 2019, a Caixa reduziu a carteira de malparado em 34%, em termos homólogos, e o rácio de NPL fixou-se nos 7,8%, o que compara com 11,5% no primeiro trimestre de 2018.

No entanto, a DBRS assinalou que este rácio continua acima da média da banca europeia. Ainda assim, tendo em conta as condições económicas favoráveis em Portugal, a cobertura por imparidades de 62,8% e a solidez financeira do banco público, a agência de rating antecipa que o rácio de NPL da CGD chegue aos 7% em 2020.

O capital da CGD registou uma melhoria depois da injeção de capital do Estado em 2017. Neste contexto, a DBRS reconhece que foram realizadas operações de redução de risco nos ativos do balanço do banco público e o retorno dos lucros. No primeiro trimestre deste ano, o rácio de capital common equity tier 1 fixou-se nos 15%, enquanto o rácio de capital total foi de 17,4%, o que significa que a CGD teria, atualmente, resiliência perante os testes stress realizados pelo Banco Central Europeu, ao abrigo do SREP.

Em 2017, depois de seis anos de prejuízos, a CGD apresentou lucros pela primeira vez. No ano passado, a Caixa registou lucros de 496 milhões de euros, devido a menos provisões para imparidade, redução de despesas operaconais – a CGD desinvestiu nos ativos no estrangeiro tal como tinha sido acordado com a Comissão Europeia em 2017 por altura da recapitalização de 2017 – e maior free cash flow.


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