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Sonae Arauco investiu 13 milhões na incorporação de madeira reciclada

Rede de centros de reciclagem do grupo atingiu “um nível de atividade sem precedentes, aumentando em 10% a madeira recuperada”. O grupo privilegia o uso da madeira para materiais de valor acrescentado e está preocupado com o seu desvio prematuro para energia.
25 Fevereiro 2026, 10h01

A Sonae Arauco, empresa do setor das soluções sustentáveis à base de madeira, aumentou a incorporação de madeira reciclada nos produtos fabricados em Portugal para 41% em 2025, um aumento de 3% face ao ano anterior, progresso que tem sido suportado por um plano de investimentos de 13 milhões de euros. O investimento visa robustecer o modelo de bioeconomia circular da empresa, através de melhorias tecnológicas nos centros de reciclagem e nas unidades industriais.

“Este avanço reflete um crescimento transversal da atividade envolvendo madeira reciclada, com os centros de reciclagem do grupo em Portugal (Ecociclo) a reforçar o abastecimento à unidade industrial de Oliveira do Hospital que, em 2025, passou a incorporar cerca de 80% de madeira reciclada”, refere comunicado do grupo.

Segundo Nuno Calado, Wood Regulation & Sustainability Manager da Sonae Arauco, citado pelo comunicado, “a reciclagem de madeira é um pilar estratégico para a nossa empresa e o aumento contínuo da capacidade de incorporar mais material reciclado, garantindo simultaneamente a qualidade do produto final, demonstra esse compromisso. No último ano, valorizamos madeira usada equivalente a cerca de dois milhões de árvores, reforçando a economia circular e prolongando a retenção de dióxido de carbono nos nossos produtos”.

O aumento da incorporação de madeira reciclada em Portugal foi impulsionado pela forte atividade dos centros de reciclagem da Sonae Arauco, que registaram um recorde de madeira recuperada, crescendo 10% face ao ano anterior. A rede de centros, sob gestão da Ecociclo, inclui unidades em Alfena, Seixal e Souselas, estando prevista para este ano a inauguração de um novo centro em Valença do Minho.

Recorde-se ainda de que a Sonae Arauco está a desenvolver tecnologias inovadoras para possibilitar a incorporação, à escala industrial, de fibras de madeira recicladas em soluções MDF, sublinhando o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a inovação do sector. Esta solução está já a ser implementada na unidade industrial de Mangualde, com o objetivo de integrar até 20% de madeira reciclada nas suas soluções de MDF.

Enquanto empresa assente num modelo de negócio de bioeconomia circular, a Sonae Arauco defende a utilização de madeira em aplicações de valor acrescentado, antes de qualquer uso como fonte de energia, mantendo a madeira em circulação pelo maior tempo possível. O aproveitamento de madeira para energia deve ocorrer apenas quando o material já não reúne condições para outro uso industrial, em alinhamento com o princípio europeu do uso em cascata.

“Num momento em que Portugal avança na descarbonização para cumprir as metas europeias, estamos preocupados com a má utilização da madeira – seja por seguir para aterro ou por ser canalizada diretamente para a produção de energia, mesmo quando reúne condições para integrar enquanto material os produtos que desenvolvemos”, alerta Nuno Calado. “A queima de madeira está associada a emissões significativas de CO₂ e compromete a competitividade de uma indústria, como a nossa, que gera elevado valor económico, ambiental e social para o país”, acrescenta.


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