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Portugal está mais seguro? Os dados mostram uma evolução positiva

Num país onde a perceção de segurança pesa cada vez mais nas decisões, de onde viver, investir ou abrir um negócio, os dados mais recentes apontam para uma tendência global de melhoria. Mas o retrato está longe de ser uniforme
Portugal está mais seguro
2 Abril 2026, 07h45

Porto, Aveiro e Braga registaram reduções significativas nas ocorrências em 2025 face ao ano anterior, consolidando uma evolução positiva na segurança. Já Lisboa mantém-se como o distrito com maior número de registos, ainda que com um ligeiro decréscimo, refletindo a pressão associada às zonas com mais população e economicamente mais dinâmicas.

É esta a leitura do mais recente Barómetro de Segurança da Verisure, antes conhecida pelo nome Securitas Direct e que é líder em alarmes monitorizados, que analisou mais de 3,3 milhões de sinais de alarme registados em 2025. Um retrato que cruza tecnologia, comportamento e território para revelar padrões claros e algumas surpresas.

Um país mais seguro, mas não de forma homogénea

O primeiro sinal é positivo: apesar do aumento do número de clientes, as ocorrências diminuíram. Em 2025, a Verisure registou uma redução superior a 5% face ao ano anterior, mesmo com um crescimento de cerca de 5% na base de utilizadores.

Mais do que um dado estatístico, este é um indicador de mudança: a prevenção está a ganhar terreno. A combinação entre tecnologia, monitorização permanente e resposta rápida está a contribuir para travar situações de risco antes de se concretizarem.

Litoral urbano concentra risco

O mapa da segurança em Portugal continua a desenhar-se com um padrão conhecido. As áreas metropolitanas e os principais centros económicos concentram a maioria das ocorrências (por ex. tentativas de intrusão, emergências médicas, desacatos ou incêndios): Lisboa, Porto, Setúbal e Faro representam cerca de 66% do total.

Lisboa, em particular, mantém-se no topo, com mais de 31% das ocorrências. Mas há um detalhe relevante: a capital regista uma ligeira descida. Distritos como Guarda e Bragança, a par de regiões insulares como a Ilha Terceira e Porto Santo, continuam a destacar-se pelos níveis mais baixos de ocorrências. Menor densidade populacional, menos pressão urbana e menor exposição ao risco.

Norte dá sinais claros de melhoria

Se há região que se destaca pela positiva, é o Norte. Porto, Aveiro e Braga registaram quedas expressivas nas ocorrências em 2025, entre os 20% e os 27%.

Não se trata apenas de uma oscilação pontual. Os dados sugerem uma tendência consistente de melhoria, que pode refletir tanto o reforço de medidas de segurança como uma maior consciencialização para a prevenção.

Sazonalidade e comportamento: quando o risco aumenta

Para além da distribuição geográfica, os dados revelam também padrões sazonais que ajudam a compreender melhor a dinâmica do risco. Os meses entre maio e julho concentram um maior volume de sinais de alarme, um período tipicamente marcado por maior mobilidade, férias e ausência temporária das habitações.

Este efeito é particularmente relevante num país com forte componente turística e com picos sazonais de atividade económica. A ausência prolongada, quer em contexto residencial quer no comércio, tende a aumentar a exposição, exigindo uma maior preparação e planeamento.

Por outro lado, meses como fevereiro registam quebras significativas, o que reforça a ideia de que o risco não é constante, mas acompanha os padrões de vida e consumo. Esta leitura permite uma abordagem mais estratégica à segurança, ajustada aos momentos de maior vulnerabilidade.

Para famílias e empresas, esta previsibilidade traduz-se numa oportunidade: antecipar comportamentos, reforçar medidas em períodos críticos e integrar a segurança como parte da gestão corrente e não apenas como resposta a incidentes.

Quando o risco acontece: madrugada período mais crítico

A leitura ao longo do dia confirma outro padrão relevante: a madrugada continua a ser o período mais crítico. Entre as 02h e as 04h concentra-se cerca de 18% das ocorrências.

Ainda assim, também aqui há sinais encorajadores. Este intervalo registou uma redução de cerca de 8% face a 2024. O mesmo acontece no início da noite, com descidas significativas entre as 21h e as 22h.

Já as primeiras horas da manhã mantêm-se como o período mais tranquilo um dado que se repete e reforça a previsibilidade de alguns comportamentos de risco.

Pequenos negócios na linha da frente

Um dos dados que mais se destaca no Barómetro da Verisure está no perfil das ocorrências: os pequenos negócios representam quase 57% do total, à frente do segmento residencial.

É um sinal claro da exposição deste tecido empresarial, que continua a ser central na economia portuguesa, mas também mais vulnerável. Lojas, restaurantes e serviços enfrentam riscos específicos, muitas vezes fora do horário de funcionamento, o que reforça a importância de soluções de segurança adaptadas.

Segurança: de reação a estratégia da Verisure, empresa líder global e em Portugal em segurança monitorizada

Mais do que um retrato anual, o Barómetro de Segurança afirma-se como uma ferramenta de leitura do país. Os dados mostram que a segurança está cada vez menos dependente da resposta a incidentes e mais ligada à capacidade de os evitar.

Dissuasão, deteção precoce, verificação e intervenção rápida, um modelo integrado que está no centro da evolução observada. É neste modelo que a Verisure atua ao aliar tecnologia de ponta, desenvolvida internamente, a uma equipa de especialistas pronta para analisar e responder a qualquer alerta em menos de 20 segundos.

A combinação de tecnologia e ação humana permite perceber cada situação com maior detalhe, agilizando decisões e respostas mais rápidas. Quando necessário, os protocolos de segurança entram em ação, contactando com a polícia, bombeiros ou 112, e acompanhando o caso até à chegada das autoridades.

Bernardo Maia Ferreira, Diretor de Operações, “Os sinais positivos que identificamos no Barómetro de Segurança de Portugal relativamente a 2025 refletem o impacto de uma cultura de prevenção que está cada vez mais enraizada. A evolução registada demonstra a relevância de tecnologias de segurança avançadas, capazes de antecipar riscos e garantir uma resposta humana rápida e eficaz. Na Verisure, continuamos comprometidos em contribuir para um país mais seguro, apoiando as famílias e os pequenos negócios com um serviço fiável e próximo.

Portugal continua a ser, no contexto europeu, um país seguro. Mas os dados deixam uma mensagem clara: essa segurança não é estática. Constrói-se, cada vez mais, com base em informação, tecnologia e uma cultura de prevenção que está, gradualmente, a ganhar espaço.

Veja aqui o vídeo completo:

Alvará 138C – MAI

Este conteúdo foi produzido em parceira com a Verisure. 

 

 


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